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Posto é multado em R$ 21 mil por vazamento de óleo no Lago.

O Ibram tenta agora localizar o condutor da lancha, que não mora em Brasília. Segundo o órgão, a multa será ainda mais alta.

O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) multou R$ 21.034,75 o posto de combustíveis Auto Shopping Derivados de Petróleo pelo derramamento de óleo combustível no Lago Paranoá no último fim de semana durante o abastecimento de uma lancha. Apesar de o vazamento ter acontecido no sábado (20/10), só foi detectado no domingo. Ontem (25/10), o órgão informou que todo o óleo já havia sido contido e que não houve impacto importante na fauna aquática.
Segundo o Ibram, o condutor da lancha já foi identificado e, como não mora no Distrito Federal, o Instituto está buscando a localização dele. “Por não ter, até agora, atenuantes previstas, a infração deve incorrer em valores superiores ao aplicado contra o posto de combustíveis”, disse em nota.
A contaminação aconteceu no Setor de Clubes Sul, próximo à ponte JK e cerca de 500 metros da superfície do lago foram atingidos. Foram usadas mantas e boias nos trabalhos de contenção. O Instituto explicou que as condições climáticas auxiliaram, já que os ventos sopraram o óleo para a margem.
Também atuaram agentes do Corpo de Bombeiros, da Marinha do Brasil, da Adasa, da Polícia Ambiental e da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente à Ordem Urbanística (DEMA). A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou que iniciou as investigações para responsabilizar os culpados. O barco passa agora por perícia e está recolhido junto ao quartel do Corpo de Bombeiros. Trata-se de uma das maiores lanchas em Brasília, chamada Antonela, com capacidade para 20 pessoas e valor aproximado de R$ 1,5 milhão.

Posicionamento

Em nota, a empresa Ipiranga informou que foi informada pelo Posto Revendedor sobre o vazamento no Lago Paranoá, mas alegou que o incidente ocorreu “por um problema de manutenção do sistema de armazenamento de combustível da referida embarcação.”
A empresa ainda defendeu que o posto seguiu o protocolo de segurança recomendado para essas situações e prestou auxílio ao proprietário da embarcação, além de ter comunicado o caso ao órgão ambiental competente. “Também segundo o Posto Revendedor, após a comprovação das providências de contenção e recolhimento do combustível, o órgão ambiental já teria liberado o local”, esclareceu.
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