Calor intenso é desafio dentro e fora de campo na Copa do Mundo

Calor intenso é desafio dentro e fora de campo na Copa do Mundo

A Federação Internacional de Associações de Futebolistas Profissionais (FIFPro), que é o sindicato global dos jogadores, recomenda que jogos com temperatura a partir de 30ºC tenham, obrigatoriamente, pausas para hidratação. Se chegar a 36ºC, a orientação é pela interrupção ou até mesmo o adiamento da partida, até que, diante das condições climáticas, todos (atletas, comissões técnicas, arbitragem e torcedores) estejam em segurança.

Beba água

A FIFPro informou que, em pesquisas eletrônicas com capitães e técnicos de seleções nacionais sobre as condições de calor nos torneios de futebol, metade dos atletas afirmou que as interrupções para hidratação eram “adequadas”. Conforme o sindicato, uma minoria dos treinadores disse levar o clima em consideração na hora de escalar os titulares ou definir um plano tático.

Por outro lado, 20 cientistas de renome não somente dos Estados Unidos, mas de países como Austrália, Canadá, Japão, Reino Unido, França, Espanha e Noruega, avaliaram, em carta aberta divulgada em maio deste ano, que essa pausa deveria ser maior, de pelo menos seis minutos. Para eles, três minutos são “insuficientes para gerar um impacto significativo na reidratação e no resfriamento corporal”.

Os especialistas ainda reforçaram que o calor extremo não pode ser enfrentado apenas com paralisações para resfriamento, mas com o combate à queima de combustíveis fosseis. Algo que o artigo da WWA também menciona, lembrando que riscos climáticos à saúde também estão fora de campo, na “exibição pública dos jogos, nas aglomerações ao ar livre, celebrações e outras formas de participação social associadas ao futebol”.

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Fonte: Agência Brasil