Com outra virada incrível, Argentina despacha Inglaterra e vai à final

Com outra virada incrível, Argentina despacha Inglaterra e vai à final

Marcado por uma rivalidade histórica entre os dois países, o jogo começou com os nervos à flor da pele e entradas ríspidas. A arbitragem contemporizou, sem aplicar os cartões e a partida ficou mais tensa do que bem jogada. Foram poucas chances de gol na primeira etapa, nenhuma delas levando real perigo.

As emoções ficaram guardadas para o segundo tempo. E foram muitas. Logo no começo, a Argentina emendou duas oportunidades de perigo, parando no goleiro Jordan Pickford. Aos 10, enfim, o placar foi aberto.

Saindo ao ataque, Harry Kane tentou lançamento longo que foi interceptado pela defesa, mas caiu nos pés de Jude Bellingham. Ele acionou Morgan Rogers na direita e ele cruzou para Gordon completar de primeira, passando por trás da zaga argentina.

Colocada contra a parede, a Argentina reagiu. E a Inglaterra também. A vantagem no placar inspirou uma postura defensiva dos ingleses, enquanto o time de Lionel Scaloni se lançou sem medo em busca do empate. Encurralada, a Inglaterra não conseguia respirar e a Argentina criou uma chance atrás da outra, muitas delas em bolas levantadas na área.

Pickford fez grande defesa em cabeçada à queima-roupa de Nico González e na sequência Alexis Mac Allister acertou a trave em outra jogada pelo alto. Pickford fez mais uma boa intervenção em chute longo de Enzo Fernández, colocando a escanteio. Na cobrança, o mesmo Fernández recebeu na entrada da área e chutou forte para empatar, aos 40 minutos.

Durante a comemoração em campo após a vitória sobre os ingleses, jogadores argentinos estenderam uma faixa com os dizeres “As Malvinas são argentinas” em alusão ao conflito entre as duas nações na década de 1980- REUTERS/Amanda Perobelli/Proibida reprodução

Impulsionada por uma vitória de brio e uma campanha cheia de percalços e triunfos emocionantes, a Argentina, dona do melhor ataque da competição, com 19 gols marcados, vai encarar na decisão a melhor defesa, a da Espanha, que sofreu apenas um em toda a Copa.

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Fonte: Agência Brasil