Rede Feminina encerra Outubro Rosa com apoio no Hospital de Base

Rede Feminina encerra Outubro Rosa com acolhimento para pacientes do Hospital de Base

A Rede Feminina de Combate ao Câncer realizou, nesta quinta-feira (29), as atividades de encerramento do Outubro Rosa no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A iniciativa buscou levar conforto emocional e assistência material para quem enfrenta o tratamento oncológico na unidade de saúde.

Ação Toque de Esperança

Batizada de Toque de Esperança, a mobilização contou com o apoio de 52 parceiros para oferecer uma programação voltada ao autocuidado e à solidariedade. As pessoas em tratamento puderam desfrutar de massagens, design de sobrancelhas, esmaltação de unhas, corte de cabelo e auriculoterapia, acompanhadas de um café da manhã especial.

“Não sei definir a importância da Rede Feminina na minha vida. Sou muito grata, muito grata mesmo”, declara, com a voz embargada e lágrimas nos olhos, Josefa Belo da Silva, de 68 anos, que realiza tratamento contra um câncer de mama no local.

Doações e suporte alimentar

Além dos cuidados com a autoestima e o relaxamento, a programação incluiu a distribuição de 250 cestas básicas e 250 dúzias de ovos para os cadastrados no grupo de voluntários, reforçando o apoio contínuo prestado pela instituição.

“É muito difícil, mas, graças a Deus, tenho esse apoio da Rede Feminina”, relata Íris Roberta, de 53 anos, que aproveitou os serviços de massagem após receber os mantimentos.

Acolhimento aos familiares

O evento também estendeu o cuidado aos acompanhantes, reconhecendo o desgaste emocional enfrentado por quem apoia um familiar durante o processo de cura. A atividade ocorreu no hospital administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).

Rita de Cassia Alves Santos, que há três meses acompanha o marido em cuidados paliativos, destacou a importância de olhar para quem cuida. “Esse tipo de evento dá força pra quem está junto com o paciente. Porque quem acompanha também precisa de força e aconchego”, desabafa.

Para a gestora da entidade, Larissa Bezerra, o objetivo principal foi resgatar a autoestima dos enfermos. “Decidimos fazer essa ação para não falar só de vulnerabilidade e assistência, mas também despertar no paciente o cuidado consigo mesmo. Criar uma oportunidade para ele receber um carinho, uma massagem”, explica.