Uma equipe multidisciplinar foi enviada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) para prestar assistência completa aos estudantes-atletas que disputam os jogos da juventude em Foz do Iguaçu (PR). A delegação brasiliense, presente no evento nacional realizado entre 19 de outubro e 3 de novembro, conta com o reforço de técnicos, oficiais, psicóloga, assistente social e fisioterapeuta.
Suporte emocional e formação humana
Além do treinamento físico e técnico exigido pelo desporto escolar, a competição traz desafios emocionais significativos, como a ansiedade e a cobrança intensa por resultados. O trabalho especializado busca proporcionar estabilidade e amparo aos adolescentes durante todo o torneio.
“Mais do que preparar os estudantes para as competições, queremos proporcionar uma experiência de formação e crescimento. Nosso objetivo é garantir que esses jovens se sintam acolhidos e amparados durante os Jogos. O cuidado vai além do desempenho esportivo e envolve desenvolvimento emocional, social e humano”, explica a diretora de Modalidades Especiais (Dimesp) da SEEDF, Rejane Matias.
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Ação conjunta entre secretarias
O acompanhamento especializado é fruto de uma articulação direta entre a Subsecretaria de Educação Básica (Subeb) e a Subsecretaria de Apoio às Políticas Educacionais (Suape), que uniram esforços para atender a delegação do Distrito Federal.
“Queremos olhar para cada atleta de forma integral e garantir que essa experiência no desporto escolar seja relevante”, afirma a diretora.
Atuação do serviço social e fisioterapia
Para mitigar os impactos do nervosismo e da pressão familiar enfrentados por quem sonha com o futuro no esporte, a assistente social atua na defesa dos direitos e na adaptação dos jovens.
A assistente social Karol Moraes, que acompanha a delegação nos Jogos da Juventude 2026, explica como funciona o trabalho na rede pública de ensino e durante a competição. “Na política de educação, o assistente social atua principalmente nas questões relacionadas ao ensino, à aprendizagem e à permanência do estudante na escola. Também trabalha na garantia de direitos e na proteção integral de crianças e adolescentes. É importante considerar a realidade social e o contexto de vida de cada estudante, aspectos que muitas vezes acabam sendo desconsiderados.”
No aspecto físico, a recuperação e o preparo são fundamentais para blindar a saúde mental dos competidores. A fisioterapeuta Rafaela Costa, que atua há 14 anos nos Jogos da Juventude, explica a importância desse acompanhamento:
“Antes da competição, a fisioterapia ajuda a reduzir a ansiedade, o estresse e a tensão muscular por meio de técnicas de relaxamento, alongamentos, massagens e exercícios respiratórios. Também contribui para a confiança e a preparação física do atleta. Após as provas, auxilia na recuperação muscular, no alívio das dores e na redução das tensões físicas e emocionais”, pontua Rafaela Costa.
A iniciativa reforça o compromisso do Distrito Federal com a formação integral dos jovens talentos, unindo esporte, saúde mental e direitos fundamentais fora da sala de aula.

