A reta final da gestação da influenciadora Bruna Rotta veio acompanhada de forte repercussão digital após a revelação de detalhes íntimos sobre o fim de seu relacionamento com o jogador Kauã Elias, pai de sua filha, Helena. Na quarta-feira (4/11), ela decidiu publicar capturas de tela, mensagens e um relato detalhado expondo episódios de desrespeito e conflitos intensos durante o período em que esperava a criança.
Polêmica e impactos emocionais Segundo a influenciadora, a decisão de expor a situação ocorreu após receber questionamentos constantes dos seguidores sobre a ausência do ex-companheiro na reta final da gravidez. Entre os episódios narrados, ela destacou um incidente no dia do chá revelação da bebê, quando o atleta teria saído para um evento de pagode enquanto ela permaneceu em casa descansando. Posteriormente, Bruna afirmou ter recebido registros que indicariam uma traição por parte do jogador, além de relatar ter enfrentado um pedido de teste de DNA.
O debate sobre o bem-estar psicológico na gestação O episódio serviu para colocar em evidência os desafios ligados à saúde mental na gravidez e a vulnerabilidade emocional enfrentada por muitas mulheres. A repercussão do caso motivou manifestações de apoio de outras figuras públicas, como a influenciadora Gabi Luthai, que compartilhou sua experiência pessoal ao revelar que precisou recorrer ao uso de antidepressivos durante sua primeira gestação devido a um quadro depressivo.
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Orientações médicas e cuidados psiquiátricos A discussão pública abriu espaço para esclarecimentos sobre a segurança e a necessidade de acompanhamento psiquiátrico para gestantes. De acordo com a especialista Mariellen Freitas, o mito de que qualquer fármaco deve ser banido imediatamente após a confirmação da gravidez precisa ser combatido para garantir o suporte adequado à mãe.
“Existe uma ideia equivocada de que a mulher precisa suspender qualquer medicamento psiquiátrico assim que descobre uma gravidez. Mas a saúde mental materna também precisa ser considerada. Em determinadas situações, manter o tratamento pode ser fundamental para evitar o agravamento de um quadro depressivo. Cada caso precisa ser avaliado individualmente, com acompanhamento médico”, explicou.
Riscos da interrupção abrupta dos remédios A especialista também reforçou os perigos associados à suspensão de substâncias controladas sem a devida supervisão clínica, o que pode desencadear recaídas severas e sintomas de abstinência na paciente.
“Interromper um antidepressivo por conta própria pode provocar sintomas de descontinuação e favorecer uma recaída”, disse a profissional, complementando em seguida:
“Uma depressão não tratada também pode trazer consequências importantes para a gestante. Não podemos considerar apenas os possíveis efeitos da medicação, mas também os riscos de deixar a doença sem tratamento”, afirmou.
Acolhimento e desestigmatização Diante da complexidade que envolve a escolha de substâncias compatíveis com o período gestacional, o acompanhamento multidisciplinar é apontado como indispensável. Para a especialista, a exposição de vivências pessoais por figuras públicas contribui de maneira significativa para reduzir o estigma em torno da psiquiatria perinatal.
“A maternidade não torna a mulher imune à depressão ou à ansiedade. Ela não precisa sentir culpa por precisar de tratamento”, garantiu.
“Cuidar da saúde mental também faz parte dos cuidados com o bebê. Precisamos substituir o julgamento pelo acolhimento e pela informação”, concluiu.

