O mercado financeiro brasileiro encerrou outubro sob forte pressão, combinando a disparada da moeda norte-americana e uma queda acentuada na bolsa de valores. A sexta-feira (30) foi marcada por um avanço de pouco mais de 1% na divisa estrangeira, que fechou cotada a R$ 5,446, enquanto o Ibovespa recuou 0,75%, encerrando aos 167.921,80 pontos.
Balanço semanal e mensal dos ativos A semana foi historicamente negativa para os investimentos no país. O acúmulo da alta semanal do dólar superou 9%, registrando o maior salto desde a crise financeira global de 2008. Já o principal índice da B3 despencou 18,12%, sofrendo a pior retração semanal desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19. No fechamento de outubro, a moeda estadunidense avançou 5,27% e o índice acionário caiu 9,88%.
Fatores internos e a política fiscal No cenário nacional, os ativos refletiram os ajustes dos investidores após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa pela definição da equipe econômica do próximo governo e a apresentação de medidas voltadas às contas públicas mantiveram o mercado em alerta quanto aos rumos da política fiscal brasileira. Além disso, a formação da Ptax de fim de mês e a busca por proteção cambial antes do feriado prolongado de Finados intensificaram a volatilidade.
- 📱 Favorite o Giro 61 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
- ✅ Clique aqui para seguir o canal do Giro 61 no WhatsApp
O desempenho negativo da bolsa e o cenário externo O mercado acionário brasileiro acumulou cinco pregões consecutivos de baixa, pressionado também pela intensa saída de recursos estrangeiros. A B3 registrou uma retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões nos três primeiros pregões do período. Paralelamente, o ambiente internacional desfavorável pesou sobre os negócios, com quedas expressivas em grandes empresas de tecnologia e de inteligência artificial nos Estados Unidos, afetando o apetite ao risco em diversos mercados emergentes.

