Os adeptos das duas candidaturas disseram que se formou uma distância intransponível entre eles, mas a palavra democracia foi repetida pelos dois lados. Nas duas manifestações, houve trios elétricos com jingles de campanha e o Hino Nacional. Enquanto o grupo majoritariamente de vermelho se concentrou nas imediações do Museu Nacional, os de amarelo foram para a Torre de TV.
Passou por ela, na mesma calçada, de camisa da seleção brasileira, o bacharel em direito que preferiu se identificar apenas como Leonardo*, de 36 anos.
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“Eu desfiz muitas amizades. Entendo que há intolerância de toda parte. O que ocorreu em 8 de janeiro (atos antidemocráticos de 2023), por exemplo, é condenável. Mas me senti discriminado nos últimos anos”, afirmou.
Contrários a extremismos
Lana e Dayane tiveram, porém, dois irmãos que preferiram não vestir amarelo na manifestação. O bancário Samuel Nascimento, de 26, e a consultora, Julia Nascimento, de 34, costumam frequentar manifestações juntos e são contrários a “extremismos”.
Mudança de opinião
“Estou muito feliz e nunca vi nada igual na minha vida. Comparo com os movimentos de Diretas Já, na década de 1980, e com os cara-pintadas, de 1992”, lembrou. Ele lamentou ter se afastado de familiares e amigos por causa da divergência de opiniões.
Manifestações pelo Brasil
Em Fortaleza (CE), também houve corrida de rua pela manhã. Surfistas, nadadores e atletas de remo fizeram um ato dentro do mar em apoio a Lula com o slogan “A Praia é Nossa”.
Lula participou de uma manifestação pela manhã em Copacabana, no Rio de Janeiro, e à tarde esteve com apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo.
*Colaborou Iara Balduino





