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Esportes

Familiares celebram legado de primeira medalha paralímpica do Brasil

Ultima atualização: 7 de agosto de 2026 20:00
Por: Redação
Publicado: 7 de agosto de 2026
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Familiares celebram legado de primeira medalha paralímpica do Brasil
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As medalhas estiveram expostas no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, nessa quinta-feira (6). Uma homenagem simbólica. Foi justamente em um dia 6 de agosto, em 1976, em Toronto (Canadá), que Robson e Luiz Carlos abriram a contagem de pódios do Brasil em Paralimpíadas.

“É o resgate de uma história que não era contada. Se hoje temos tudo isso [no esporte paralímpico], com televisão, entrevistas, esse momento de comemoração, é porque alguém lá no passado lutou para que isso acontecesse”, destacou Noêmia Almeida, sobrinha de Robson, à reportagem da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

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Noêmia Almeida (sobrinha de Robson Sampaio de Almeida), Yohansson Nascimento (presidente do CPB) e Paulo Robson de Almeida (sobrinho de Robson Sampaio de Almeida), em homenagem no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo – Foto: Marcello Zambrana/CPB

“Eles sempre formaram essa dupla dinâmica no esporte. Quando se formaram os primeiros times de basquete [em cadeira de rodas], meu tio foi o primeiro cestinha brasileiro, e o Luiz Carlos acompanhou. Foi um grande escudeiro do Clube do Otimismo. Ele [Luiz Carlos] também trabalhava com técnicas para recuperação das rodas das cadeiras. Nas disputas internacionais, dava sempre o apoio técnico para conserto”, recordou Paulo Robson de Almeida, sobrinho de Robson, em entrevista à EBC.

“O Robson jogava o boliche tradicional, com a pista de madeira. E fazia vários strikes [quando todos os pinos são derrubados em uma única jogada]. Então, ele já tinha certa prática para segurar a bola. Mas o Luiz Carlos foi de primeira””, contou Paulo Robson.

A história brasileira no movimento paralímpico mudou significativamente desde a medalha histórica de 1976. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) foi criado em 1995. Três anos depois, a entidade foi incluída no Sistema Nacional do Desporto por meio da Lei 9.615, conhecida como Lei Pelé.

Em 2016, surgiu o CT Paralímpico, uma das principais estruturas esportivas do país, considerada um legado dos Jogos do Rio de Janeiro. Além do impacto direto na evolução dos resultados do Brasil em Paralimpíadas, o centro de treinamento se tornou um polo de formação de atletas por meio da iniciação em modalidades adaptadas, de forma gratuita, a jovens de 7 a 17 anos com deficiências física, visual e intelectual.

“Ele [Robson] lutava para as empresas admitirem [pessoas com deficiência], que tivessem uma política de acreditar que aquela pessoa era capaz de trabalhar. A gente teve nele o exemplo desse espírito, e o esporte foi a consequência. O que estamos comemorando é a realização de um sonho. A luta dele é a de todos nós”, concluiu Noêmia.


Fonte: Agência Brasil

TAG:esporte paralímpicoMedalha de prataParadesportoParalimpíada de TorontoParalimpíadas
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