Feriado no estado do Rio de Janeiro, o dia de São Jorge começou ainda durante a madrugada desta quarta-feira (23), com a chegada de fiéis à Avenida Presidente Vargas, no centro da capital fluminense, no entorno do Campo de Santana, local que concentra uma das principais manifestações religiosas da cidade.
Tradicionalmente representado como um cavaleiro que derrota um dragão, o santo é associado à proteção, à coragem e ao enfrentamento das adversidades.
“Cada um aqui tem a sua batalha. Cada coração aqui conhece um peso. Cada vida aqui já enfrentou ou está enfrentando o dragão”, disse o padre ao receber os fiéis.
Azula ressalta o sincretismo religioso como expressão de resistência histórica.
A prática tem origem no período da escravidão, quando africanos passaram a associar seus orixás a santos católicos para manter suas crenças.
“Começa no dia anterior, com oração, organização, roupa vermelha. Chegar cedo, acompanhar a missa e sair com esperança. Eu venho todo ano, no mesmo lugar, para alcançar minhas vitórias”.
“Para mim, tem um significado totalmente pessoal e emocional. Eu vim com a Marielle em 2016, no ano em que ela foi eleita [vereadora] e, desde então, venho pagar a promessa que fizemos naquele dia”, relembra Anielle.
“A gente tem lutado muito para que a intolerância e o racismo religioso acabem. São Jorge reúne diferentes religiões com fé e devoção e mostra o que o país precisa construir”, disse ao destacar a importância do enfrentamento à intolerância religiosa.
Ao longo de todo o dia, a programação prevê missas de hora em hora, mantendo o fluxo contínuo de devotos que passam pela região para rezar, pagar promessas e participar das celebrações.
Fonte: Agência Brasil



