A violência que silenciou a voz da liderança quilombola Mãe Bernadete há três anos, e também do filho, Binho do Quilombo, segue provocando medo.
A declaração foi dada com exclusividade à Rádio Nacional antes mesmo que o pedido de desistência fosse avaliado pela Justiça Eleitoral.
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Segundo Jurandy, a tentativa de levar a voz dos quilombos para o Congresso Nacional foi interrompida diante do apelo dos próprios familiares.
Ele cita que havia se candidatado pela melhoria das condições de vida das comunidades tradicionais e quilombolas da Bahia.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, disse ter recebido a desistência de Jurandy com tristeza e lembrou que a Polícia Militar da Bahia tem uma estratégia de segurança permanente desde o ocorrido para o filho e o neto de Mãe Bernadete.
“Recebo com muita tristeza a notícia de que Jurandy desistiu da sua candidatura a deputado, no sentido de que é sempre muito ruim que um defensor de direitos humanos, por qualquer razão, se sinta ameaçado, intimidado e se desestimule a colocar as suas ideias à disposição do processo eleitoral. Como secretário, me coloco à disposição de todos os defensores de direitos humanos para que nós possamos acompanhar o processo eleitoral com medidas de proteção e segurança que garantam a integridade e a participação política livre e desimpedida de todas as pessoas”, comenta.
“Depois de muita reflexão, compreendi neste momento que continuar com a candidatura poderia representar uma exposição ainda maior a riscos que não podem ser ignorados”, completou.
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