Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
Giro 61 | Notícias do Distrito Federal, Entorno e PolíticaGiro 61 | Notícias do Distrito Federal, Entorno e PolíticaGiro 61 | Notícias do Distrito Federal, Entorno e Política
  • Início
  • Distrito Federal
  • Brasil
  • Gastronomia
  • Esportes
  • Política
  • Turismo
Giro 61 | Notícias do Distrito Federal, Entorno e PolíticaGiro 61 | Notícias do Distrito Federal, Entorno e Política
  • Início
  • Distrito Federal
  • Brasil
  • Gastronomia
  • Esportes
  • Política
  • Turismo
  • Início
  • Distrito Federal
  • Brasil
  • Gastronomia
  • Esportes
  • Política
  • Turismo
Siga-nos
Brasil

Juros pressionam a dívida mais que gastos públicos, dizem economistas

Ultima atualização: 12 de maio de 2026 08:39
Por: Redação
Publicado: 12 de maio de 2026
COMPARTILHAR
Juros pressionam a dívida mais que gastos públicos, dizem economistas
COMPARTILHAR

Os gastos públicos não são o vilão da economia que leva, necessariamente, à elevação dos juros e da dívida pública do Brasil. Por outro lado, são os juros altos pagos pela União – que consumiram R$ 1 trilhão em um ano – que vêm pressionando a dívida do Estado, prejudicando a oferta de bens e serviços produtivos enquanto dão enormes lucros para os bancos do país.

Essa é a avaliação de três economistas consultadas pela Agência Brasil que desafiam a tese mais consolidada no jornalismo econômico de que os juros altos são uma resposta aos gastos públicos, assim como necessários para manter os preços sob controle.

“É uma hipocrisia apontar que os juros altos respondem à elevação da dívida, porque são os juros que a causam. Se você decompor os componentes da dívida pública você vai ver que o déficit primário é o que menos impacta a dívida”, afirmou a doutora em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).


São Paulo (SP), 11/02/2025 - Lendro Demori entrevista a economista Juliane Furno no DR com Demori . Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 11/02/2025 - Lendro Demori entrevista a economista Juliane Furno no DR com Demori . Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Economista Juliane Furno diz que o principal fator de elevação da dívida pública no Brasil são os jurosFoto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Nos últimos 12 meses até março, o Brasil gastou R$ 1,08 trilhão com juros, o que representa 8,35% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2026, a Dívida Bruta do Governo Central – que reúne União, INSS, estados e municípios – cresceu 1,4 ponto percentual (p.p.), chegando a 80,1% do PIB (R$ 10,4 trilhões).

- Publicidade -

Segundo o Banco Central, o principal responsável por esse aumento foram os juros nominais. “O aumento [da dívida] de 1,4 p.p. do PIB resultou da incorporação de juros nominais (+2,4 p.p.), das emissões líquidas de dívida (+0,4 p.p.)”, diz o comunicado.

Juros, dívidas e gastos

Nesse contexto, economistas com destaque na imprensa têm justificado que o Banco Central (BC) apenas está reagindo à trajetória dos gastos públicos do Estado, pois os gastos teriam o poder de estimular a demanda e pressionar a inflação para cima.

A solução apresentada seria então o corte de gastos públicos, o que poderia prejudicar serviços como saúde, educação, segurança e atingir direitos como a aposentadoria dos trabalhadores.

O próprio BC, por meio das suas atas do Comitê de Política Monetária (Copom), pede corte de gastos, chamado de “disciplina fiscal”.

“O Comitê reafirma a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros”, diz a ata do final de abril.

- Publicidade -

Tese alternativa

Por outro lado, há um grupo de economistas que divergem dessa avaliação. Para esses especialistas, os gastos públicos devem ser protegidos, pois favorecem mais os mais pobres, e os juros devem ser cortados, pois beneficiam apenas o mercado financeiro.

A professora da UFRJ Maria Malta destacou que, se o governo quiser reduzir a dívida pública, tem que cortar juros.

“Os juros são a maior conta que ele tem que pagar. Por outro lado, o gasto público tem um efeito multiplicador na economia. Gastar menos só tem um efeito: piorar o crescimento econômico, aumentar o desemprego e a dívida porque o lado da receita diminui quando o crescimento diminui”, explicou a doutora em economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Para a especialista, também não é possível comparar o Estado com uma família, ou com uma empresa, como alguns economistas fazem para criticar o endividamento do Estado, que tenderia a gastar mais do que arrecada.

- Publicidade -

“A lógica do indivíduo privado é completamente diferente da do Estado porque o indivíduo privado não emite sua própria moeda, nem define sua taxa de juros”, explicou.

Estimular a oferta


Brasília (DF) 10/05/2024 -  Professora de economia da UnB, Maria Lourdes Mollo.
Foto: UNB/Divulgação
Brasília (DF) 10/05/2024 -  Professora de economia da UnB, Maria Lourdes Mollo.
Foto: UNB/Divulgação

Professora de economia da UnBMaria Lourdes Mollo avalia que a dívida pública do país vem aumentando há muito tempo por causa dos juros. Foto: UNB/Divulgação

“O governo gasta demais pagando juros. O governo precisa gastar protegendo a população mais vulnerável e garantindo que a capacidade produtiva da economia cresça, ao invés de beneficiar apenas o setor financeiro”, afirmou.

A professora Maria Lourdes, que é doutora em economia pela Universidade de Paris, reconhece que os juros altos reduzem a inflação, mas alerta para os “altíssimos” custos sociais.

“Quem está pagando esses juros altos são as pessoas que precisam do dinheiro para comer, morar, cuidar da sua saúde. E essas necessidades não podem diminuir. Por outro lado, quem está ganhando com esses juros altos são os que ganham no mercado financeiro. E isso é que está errado”, completou.

Para Lourdes, a inflação deve ser combatida também pelo lado da oferta, estimulando a produção como forma de baixar os preços. Porém, ela alerta que os juros altos impedem o crescimento da oferta.

Gastos públicos


Brasília (DF) 10/05/2024 - Professora de economia política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maria Mello de Malta
Foto: Maria Mello de Malta/Arquivo Pessoal
Brasília (DF) 10/05/2024 - Professora de economia política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maria Mello de Malta
Foto: Maria Mello de Malta/Arquivo Pessoal

Professora de economia política da UFRJMaria Mello de Malta diz qeu se o governo quiser reduzir a dívida pública, tem que cortar juros Foto: Maria Mello de Malta/Arquivo Pesssoal

“Não tem como o governo, atendendo ao Banco Central, reduzir gastos do dia para a noite. O Estado não controla a saúde ou educação da população. Isso tem a ver com o crescimento populacional, com a idade dos trabalhadores, das pessoas que vão nascendo, etc.”, explicou a professora da UFRJ.

Para a professora Juliane Furno, da UFF, o Estado não “gasta demais” como costumam justificar alguns economistas porque a Constituição do Brasil prevê a prestação de serviços públicos que demandam um volume maior de recursos que outros países.

“É claro que o Estado brasileiro gasta mais do que o chileno, por exemplo, mas isso é resultado de escolhas distintas. O Estado brasileiro escolheu prover saúde de forma universal, ter educação pública, garantir assistência social”, lembrou a especialista.

Para ela, trata-se de uma “visão ideológica” que tem o objetivo de abrir, ao máximo, o espaço econômico para atuação do setor privado em busca do lucro.

“Na hora que você privatiza, você não privatiza só o custo. Você privatiza o lucro também. Privatizou-se a Eletrobras e não tem mais lucro da Eletrobras para ser distribuído para o Estado e melhorar a situação da dívida”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil

TAG:banco centralEconomiagastos públicosJuros
COMPARTILHAR
Facebook Whatsapp Whatsapp Copiar Link Imprimir
COMPARTILHAR
Notícia Anterior Operação Força Integrada II combate facções criminosas em 16 estados Operação Força Integrada II combate facções criminosas em 16 estados
Próxima Notícia Videocast celebra 90 anos da Rádio Nacional Videocast celebra 90 anos da Rádio Nacional
Nenhum comentário Nenhum comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

- Publicidade -
Giro 61 | Notícias do Distrito Federal, Entorno e PolíticaGiro 61 | Notícias do Distrito Federal, Entorno e Política
Siga-nos
© 2018 - 2025 Giro 61, Todos os direitos reservados. Criação DEVUX
  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
Bem vindo de volta!

Faça login em sua conta

Username or Email Address
Password

Perdeu sua senha?