O Instituto Brasília Ambiental assinou e entregou, na noite de terça-feira (31), a licença ambiental de operação corretiva de parcelamento de solo urbano do condomínio rural Quintas Interlagos, localizado no Jardim Botânico. A ação beneficia 192 famílias, o equivalente a cerca de 700 pessoas residentes no local. A licença tem validade de seis anos.
O então presidente do Brasília Ambiental Rôney Nemer destacou o trabalho dos servidores da autarquia para que os licenciamentos se efetivem, como também a importância dos condomínios obterem esse documento. “Essa entrega aqui é uma entrega de um conjunto de servidores que se uniram para o bem de Brasília, para o desenvolvimento sustentável do Distrito Federal. São um conjunto de pessoas super capacitadas e cheias de vontade de fazer o bem, de cuidar da qualidade de vida das nossas famílias e das futuras gerações. Até porque deixar os condomínios na ilegalidade não é bom para ninguém, nem para vocês, moradores, nem para o DF como um todo. Quando o órgão ambiental se aproxima de vocês e vocês de nós, fazemos um acordo no qual todos ganham. A licença ambiental torna esse condomínio consolidado e ambientalmente correto”, ressaltou.
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O secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, Gutemberg Gomes, endossou a necessidade das questões ambientais serem rigorosamente atendidas nos condomínios residenciais. “Se nós preservarmos hoje, poderemos ter um futuro pela frente. Se não, não conseguiremos avançar porque as questões ambientais envolvem tudo e todos. Um exemplo é a nuvem de fumaça que tomou conta de Brasília há dois anos. Nós não tínhamos nenhum registro de queimadas fora do controle aqui no Distrito Federal. Herdamos a fumaça da região Sudeste e depois do Nordeste goiano. Isso quer dizer que o que se mantém ambientalmente correto aqui, num condomínio como esse, interfere na qualidade de vida do DF como um todo. Por isso, os moradores locais e todos que participaram do processo para a licença de operação acontecer estão de parabéns”, disse.
A superintendente de licenciamento ambiental do Instituto, Nathália Almeida, explicou que a licença tem como objetivo regularizar ambientalmente o parcelamento do solo urbano já implantado, inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) São Bartolomeu. “É importante destacar que a licença de operação vem, realmente, fechar a regularização ambiental do condomínio. A gente fica à disposição e espera que vocês, muito em breve, consigam cumprir todas as condicionantes. Existem condicionantes de recuperação, como a já acordada e iniciada no parque Ecológico do Tororó, algumas documentais e outras vocês vão levar para a eternidade, como a manutenção das redes de infraestrutura, por exemplo, que é parte da vivência, do dia a dia da administração do condomínio”, lembrou.

