O pai e a madrasta de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foram presos emTocantins,sob suspeita de envolvimento na morte da criança. O menino foi encontrado morto na casa do casal, em Palmas, na última segunda-feira (3).
O advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, de 33 anos, e a companheira dele, Kathellen Moreira, de 23 anos, foram detidosna madrugada desta quinta-feira (6).
- 📱 Favorite o Giro 61 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
- ✅ Clique aqui para seguir o canal do Giro 61 no WhatsApp
- Rio: delegacias terão sala especial para mulheresvítimasde violência.
- Pesquisa mostra persistência da violência contra crianças no país.
Gustavo Feitosa estava na casa do pai durante o fim de semana. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de Tocantins, o pai comunicou a morte do filho na segunda-feirae alegou quedemorou a registrar a ocorrência por estar abalado emocionalmente.
Um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontaque o garotomorreu em decorrência de múltiplas agressões e violência sexual.
Mãe relata violência e ameaças
O caso ganhou novos desdobramentos após a divulgação de um vídeo, gravado pela mãe, no qual Gustavo afirma que não queria ir para a casa do pai, porque “ele me bate”. Defesa da mãe diz que ela já havia relatado que o filho voltava com machucados após o período com o pai, mas temia denunciar por causa de ameaças do ex-companheiro.
Os pais do menino não moravam juntos e viviam uma disputa judicial, com ação para cobrança de pagamento de pensão.
Advogados da mãe,Sabrina da Silva Feitosa,informaramque ela não poderia impedir a convivência da criança com o pai para não caracterizar alienação parental.
“O medo e o temor dela pela própria vida e pela vida do filho, da família, em relação a ele, em virtude das ameaças, impedia ela de nos permitir que tomássemos providências mais drásticas em relação a isso no momento”, disse a advogada Stella Bueno, que representa a mãe.
Pai e madrasta negam crime
O pai e a madrasta negam as acusações.
A defesa de Igor Gustavo Velosoafirmou que ele colaboracom as autoridades desde o início da investigação,e combinoupreviamente para seapresentarapós o mandado de prisão. A defesa ressalta que a prisão não se tratou decaptura, mas sim cumprimento acordado da ordem judicial.
A defesa de Kathellen Moreira diz ter recebidocom surpresa a decretação daprisão preventivae afirmou que o pedido não considerou que ela é mãe de uma bebê de cinco meses,ainda em fase de amamentação. Segundo a nota, divulgada pelos advogados,será feito umpedido de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares menos severas ou por prisão domiciliar, medida que permitiria conciliar o andamento das investigações com os cuidados necessários à filha.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspendeutemporariamentea inscrição profissional de Igor Gustavo Veloso, que é advogado.
Fonte: Agência Brasil



