“Tem que ter manutenção. Ou enterra ou faz manutenção. No geral, não se faz nem um, nem outro. Ou se faz pouco”, aponta o professor da Coppe/UFRJ.
“Seria bom se houvesse um pouco mais de atividade do lado das concessionárias. Se ficar parado, como a gente anda, vai ser ainda pior”.
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Planos de contingência
“É uma decisão estética, urbanística. Mas não pesa muito no caso de falta de luz”.
Segundo Leandro Torres, o que ocorreu ontem no Rio foi um evento de emergência, para o qual as instituições precisam estar preparadas com planos de contingência, que evidenciem tudo que possa afetar suas operações e serviços de alguma maneira.
“Ou seja, fazer uma listagem dessas ameaças. Isso abrange eventos de diferentes naturezas, como vendaval, inundação, ataque cibernético, que podem afetar a operação de uma organização qualquer”.
O segundo passo desse plano de contingência é entender quais são as eventuais causas que poderiam dar origem a essas ameaças. Ou seja, os pontos fracos na operação, que poderiam ser uma brecha para que esses problemas ocorram. Uma análise de risco prioriza os pontos que demandam mais atenção.
Em seguida, o que se busca são medidas que possam evitar, dentro do possível, essas falhas, ou reduzir muito a probabilidade de elas acontecerem.
“Elas devem analisar, por hipótese, se acontecer um tornado aqui, o que eu faria? Se acontecer uma inundação até um metro ou dois metros de lâmina, o que deveria ser feito? E se for uma onda de calor extremo?”.
Leandro Torres insistiu que a empresa não pode esperar que aconteça um evento negativo para agir, e isso demanda recursos previamente alocados e pessoal treinado para os procedimentos emergenciais. Depende de uma estrutura de planejamento de comunicação interno e externo com clientes, inclusive para a preservação dos serviços que eles estão recebendo.
Sem previsão de retorno
Rico Vilarouca é designer e trabalha em casa, bem como sua esposa. Moradores de Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro, ele espera até agora o retorno da energia elétrica e da internet residencial, situação que se repete quando chove forte e venta no bairro.
A Light e a Enel, concessionárias que atuam no Rio de Janeiro, na região metropolitana e no interior do estado, têm divulgado desde o vendaval que estão com equipes mobilizadas para normalizar o fornecimento de energia. Apesar disso, milhares de residências e estabelecimentos de diversos tipos continuavam sem energia nesta quinta-feira.
Fonte: Agência Brasil

