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Brasil

Trabalho de cuidado: “Mulheres têm escala 7×0”, diz pesquisadora

Ultima atualização: 1 de maio de 2026 13:57
Por: Redação
Publicado: 1 de maio de 2026
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Trabalho de cuidado: “Mulheres têm escala 7x0”, diz pesquisadora
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Essa função tem gênero bem definido: mulheres dedicam quase dez horas a mais por semana aos cuidados de outras pessoas e da casa, segundo dados oficiais do IBGE.

Ela complementa, fazendo uma referência à frase famosa da filósofa feminista Silvia Federici – O que eles chamam de amor, nós chamamos de trabalho não pago.

“Mas esse amor, na verdade, é trabalho não pago, que traz sobrecarga psíquica, física e social e retira da mulher a possibilidade de ter saúde mental e social.”

Cuidado

Cibele estuda o tema do Cuidado há muitos anos e vivencia essa sobrecarga na prática como mãe de duas filhas.

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Ela é co-fundadora do Observatório do Cuidado, que estimula a produção acadêmica sobre o tema, e do Fórum de Mães Atípicas do Rio de Janeiro, uma ponte para fora da universidade, para conectar mães e incidir politicamente.

E complementa: “A discussão sobre a escala 6×1 é muito importante, e a gente precisa avançar nesse debate. Mas na verdade as mulheres vivem uma escala 7×0. Especialmente as negras e periféricas. Porque as mulheres de classe média alta têm formas de transferir esse trabalho. Mas para as mulheres negras periféricas, ele é posto como obrigação.”

Obrigação construída

Cibele explica que essa obrigação associada ao cuidado é construída desde a infância.

“Você vai dar o que para o menino brincar? Carrinho. Pra menina você vai dar panelinha, bonequinha. Você já dissocia a esfera pública da privada e tudo que é doméstico fica a cargo da mulher.”

Isso se soma a diversos discursos sociais que “desoneram” os homens do cuidado e sobrecarregam as mulheres, complementa.

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Como exemplo, ela cita uma realidade comum de muitas famílias após o divórcio, quando a mulher assume integralmente o cuidado dos filhos, e a obrigação do pai se resume ao pagamento da pensão alimentícia.

Violência de gênero

Para Cibele Henriques, além de depender de uma quebra dos papéis tradicionais, a solução também passa por um envolvimento maior do Estado.

“O sistema de proteção social hoje atua principalmente para evitar ou reparar violências e violação de direitos, e o ônus do cuidado em situações normais fica com a mulher. Mas se a gente tiver uma política de cuidados estruturando a rede de suporte, seria o contrário, aí você desoneraria essa mulher”, acrescenta.

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Fonte: Agência Brasil

TAG:1° de maioCuidadoDia do Trabalhador
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