“Tive muita dificuldade para aceitar. No começo, eu não conseguia nem olhar pra ela. Meu filho que colocava pra mim”, relembra.
“Eu sempre me deparava com áreas de extrema complexidade, como abdomens abertos e estomas de difícil manejo, então a estomaterapia me pareceu muito interessante”, explica.
“Cada paciente traz uma história diferente. Muitos fazem perguntas que têm vergonha de fazer para outras pessoas, até mesmo para a equipe médica. E a família também precisa participar, porque passa a fazer parte dessa nova rotina”, relata.
Ainda cercado por preconceitos, o uso da bolsa de colostomia exige sensibilidade no atendimento. Para a especialista, a empatia faz toda a diferença.
“É essencial mostrar ao paciente que ele não está sozinho. Isso muda completamente a forma como ele enfrenta essa fase”, completa a enfermeira.
Hoje, Vandelice diz que conseguiu superar esse período e retomou a rotina com autonomia. “Eu cuido da minha casa, lavo roupa, ando sozinha pra todo canto. Levo uma vida boa e normal”, comemora.
Apoio especializado na adaptação e recuperação
Além do acompanhamento de pacientes com estomas, o estomaterapeuta também atua no tratamento de feridas complexas e no manejo de incontinências, ajudando a prevenir complicações e acelerar a recuperação.
É o caso de André Luiz Nagashima Silva, de 41 anos, que teve metade do pé amputado após uma complicação causada por uma bolha. Desde então, ele faz acompanhamento até a cicatrização completa do ferimento.
“Tenho recebido um ótimo atendimento desde o começo. É um momento de adaptação, e ter esse apoio é muito reconfortante”, relata.
Entre as principais condições tratadas estão úlceras venosas, lesões causadas pelo diabetes, como o pé diabético, e lesões por pressão. Esses casos exigem acompanhamento contínuo devido ao risco de complicações.
No Hospital de Base, o atendimento em estomaterapia é voltado a pacientes que já estão em tratamento na unidade, garantindo uma assistência integrada.
Fonte: Agência Brasília



