Com a adoção de sistemas digitais e desinfecção por indução eletrostática, a unidade da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) alcançou a redução de até 50% do tempo de liberação dos leitos das unidades de Internação e Terapia Intensiva (UTI). Isso garante que mais crianças e adolescentes recebam atendimento em menor tempo, mantendo o mais alto padrão sanitário.
O HCB é uma instituição de saúde pediátrica altamente especializada e que possui o selo de Acreditado com Excelência — Ona 3, o que significa alta conformidade nos requisitos de gestão hospitalar e segurança do paciente, outorga concedida pela Organização Nacional de Acreditação (Ona). Por meio de uma cultura de acreditação hospitalar bem estabelecida, o HCB reafirma sua vocação pela melhoria contínua e pela boa gestão dos recursos públicos, sejam eles financeiros, socioambientais ou humanos.
Desinfecção de alta performance por indução e controle microbiológico
Para elevar o padrão de segurança microbiológica, o HCB introduziu a tecnologia de limpeza por indução eletrostática. Trata-se de um equipamento de desinfecção que pulveriza partículas carregadas eletricamente de desinfetantes em todo o leito. O sistema alcança áreas de difícil acesso, como atrás de condicionadores de ar e frestas de mobiliário, em apenas cinco minutos.
Essa inovação foi o fator decisivo para reduzir o tempo médio de entrega de um leito: de 42 minutos para aproximadamente 20 minutos. Além disso, a eficácia do processo deixou de ser baseada apenas na ausência de sujidade macroscópica, aquelas facilmente visíveis sem uso de aparelhos. Com o uso de luminômetro — dispositivo portátil que utiliza tecnologia de bioluminescência para detectar sujidades não aparentes —, o hospital agora realiza testes de carga microbiana em superfícies de alto toque (como maçanetas e grades de leitos). Se o equipamento detectar níveis acima do permitido, o processo é refeito imediatamente, garantindo uma barreira real contra infecções.
De acordo com o gerente do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (Scih), o médico infectologista pediátrico Bruno Oliveira e Lima, a atualização e modernização do processo de higienização e desinfecção dos espaços no HCB vêm ao encontro de um esforço mundial de combate às bactérias multirresistentes, especialmente desafiadoras quando consideradas as especificidades do ambiente hospitalar.
Outro avanço significativo foi a substituição do sistema de borrifadores e panos comuns pelo uso de lenços umedecidos com peróxido de hidrogênio 4D. Essa mudança eliminou o risco de inalação de produtos químicos pelos funcionários, pacientes e acompanhantes, além de reduzir o desperdício de insumos. Neste sentido, a logística e o manejo de insumos também foi otimizada com a introdução de lacres de segurança para resíduos e produtos específicos, como o neutralizador de odores, que é essencial para o conforto de pacientes em tratamento oncológico, uma vez que estes apresentam alta sensibilidade sensorial; e o “tira-grude” técnico, que preserva o mobiliário hospitalar contra o desgaste de fibras abrasivas.
Melhorias na hospitalidade do HCB aproximam ainda mais os usuários do hospital
A inovação no HCB alcançou todas as minúcias da hospitalidade e hotelaria da unidade. Também no ano passado, o Hospital da Criança de Brasília introduziu, nas internações e UTIs, novos modelos de enxovais, com o zelo de utilizar os personagens infantis que já compõem a ambientação dos espaços, o que possibilitaria maior identificação por parte dos usuários e acompanhantes. Ainda com foco no aprimoramento da experiência do usuário, o hospital criou a Central de Hotelaria, que faz uso de aplicativo de mensagem instantânea para comunicação direta com a equipe assistencial.
“Nosso trabalho é tão importante quanto o dos outros profissionais do hospital”, afirma a auxiliar de serviços gerais que atua no HCB, Rosiane de Sousa. “Eu faço a limpeza e higienização do leito com prazer. Nós estamos mexendo com vidas, então eu tenho muito cuidado na limpeza para matar as bactérias e fazer tudo bem-feito porque estamos cuidando de crianças. Então, se nós não fizermos uma limpeza certa, limpar tudo, direitinho, como que a gente vai saber se matou a bactéria? Por isso me dedico para fazer tudo certo!”, afirma Rosiane.
* Com informações do HCB
Fonte: Agência Brasília



