O plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, nesta terça-feira (14), o redimensionamento da área destinada ao Polo de Cinema e Vídeo do DF, medida que também permite avançar na regularização fundiária do Assentamento José Wilker, que ocupa parte da área originalmente destinada ao complexo audiovisual, em Sobradinho.
“A aprovação do novo dimensionamento permite compatibilizar o desenvolvimento do setor audiovisual com a realidade social da região”
Fernando Modesto, secretário de Cultura e Economia Criativa interino
A proposta destina 16 hectares ao Polo de Cinema e Vídeo, na Gleba 4 da fazenda Sobradinho Mogi, e revoga a Lei Complementar nº 633/2002, que reservava 400 hectares, na mesma região, para a instalação do equipamento cultural.
A revisão do uso da área elimina a sobreposição de destinações, já que, ao longo dos anos, a mesma área acabou sendo direcionada ao Programa de Assentamento de Trabalhadores Rurais (Prat), resultando na comunidade hoje instalada no local.
Nova estrutura
A redefinição busca conciliar o desenvolvimento do setor audiovisual com o direito à moradia das famílias que vivem na região. A área de 16 hectares é considerada suficiente pelo Executivo para a construção de uma estrutura com estúdios de imagem e som, além de cidade cenográfica permanente, com potencial turístico, oficinas técnicas (marcenaria, serralheria e costura), centro de treinamento e cinemateca. Para o secretário de Cultura e Economia Criativa interino, Fernando Modesto, a medida representa um avanço no planejamento territorial e na política cultural do Distrito Federal. “A aprovação do novo dimensionamento permite compatibilizar o desenvolvimento do setor audiovisual com a realidade social da região”, aponta. “É uma solução que respeita as famílias que já vivem no território e, ao mesmo tempo, garante as condições necessárias para estruturar um polo cultural estratégico para o DF”.
A iniciativa insere-se no esforço do GDF de reorganizar áreas públicas com base em critérios técnicos e sociais, promovendo segurança jurídica, estímulo à economia criativa e melhoria das condições de vida das comunidades envolvidas.
*Com informações da Secec-DF
Fonte: Agência Brasília



