O que acontece quando a história deixa os livros e passa a ser vivida? Em Planaltina-DF, estudantes do Distrito Federal têm descoberto essa resposta ao atravessar os portões de uma comunidade de matriz africana e mergulhar em uma experiência que conecta passado, presente e identidade.
“É muito rico a gente ensinar através desse projeto. Principalmente na perspectiva em que o próprio povo conta a sua história, que foi mudada, ressignificada e reescrita durante a historiografia geral”, defende.
No espaço que recebe as visitas, o acolhimento também é parte da proposta. Para o babalorixá Baba Aurélio de Odé, abrir as portas da comunidade é uma forma de construir pontes. “Mostramos isso sob o olhar da cultura, da arte, da gastronomia, do vestiário, da ciência, da dança, da música, da tecnologia ancestral e a importância dos cuidados com a água, a terra, a alimentação e o respeito aos mais velhos”, afirma a autoridade da casa.
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