O Met Gala é o evento de moda mais esperado do ano, mas você já parou para pensar no que as estrelas comem depois de atravessarem o tapete vermelho?
No Metropolitan Museum of Art, em Nova York, o banquete é tão estratégico quanto os vestidos de alta costura.
Muito além do glamour, existe uma lista de regras rígidas para os chefs. O menu precisa ser impecável, saboroso e, acima de tudo, “seguro” para a convivência social.
Segundo a chef Cândida Batista, com experiência em casas com estrelas Michelin, a gastronomia ali é uma arte planejada.
“O jantar do Met Gala é pensado como uma extensão do espetáculo, onde cada prato precisa dialogar com a moda e com a experiência da noite”, afirma a chef.
Por que certos ingredientes são proibidos?
Se você ama temperar tudo com muito alho e cebola, saiba que no Met Gala esses itens são proibidos. A regra parece estranha, mas faz todo o sentido.
A exclusão de alho, cebola e cebolinha serve para evitar o mau hálito e o desconforto digestivo entre os convidados famosos.
Imagine conversar de pertinho com as maiores estrelas do mundo após uma refeição carregada de temperos fortes? Pois é! A chef Cândida explica a lógica por trás disso:
“A retirada de ingredientes como alho e cebola não é só uma questão de sabor, é sobre convivência e conforto. Em um ambiente como esse, qualquer detalhe pode interferir na experiência das pessoas.”
Comida que parece design
Na edição de 2026, o cardápio seguiu uma narrativa visual. Os pratos exploraram texturas e formas que remetem à natureza, funcionando como peças de design.
Para os convidados, a comida deve ser leve. Afinal, muitos estão usando figurinos apertados e pesados, o que torna a digestão um ponto crucial.
“Quando eu olho para esse menu, não vejo só comida, vejo uma construção de conceito. O prato precisa conversar com o tema do evento, ele faz parte da mesma linguagem”, analisa Cândida Batista.
Além disso, o menu é pensado para não ser excessivo. O foco é permitir que as pessoas circulem, conversem e aproveitem a festa sem se sentirem pesadas.
“Não é um jantar pensado para ser pesado ou excessivo, é um menu equilibrado e funcional. As pessoas estão ali para circular, conversar e se manter presentes, então a comida precisa acompanhar isso, não competir”, diz a profissional.
Gastronomia como espetáculo
Hoje, o jantar do Met Gala prova que a comida é parte da narrativa do evento. Ela ajuda a contar a história do tema escolhido para a exposição do ano.
Quando a gastronomia encontra a moda, o resultado é uma experiência sensorial completa.
“Hoje, a comida também faz parte da narrativa. Ela não entra só como serviço, entra como conceito. E quando isso acontece, o jantar deixa de ser coadjuvante e passa a fazer parte do espetáculo”, conclui a chef.



