Produtores rurais, pesquisadores, extensionistas e estudantes participaram, nesta sexta-feira (8), do Dia de Campo Cafeicultura do DF, realizado na área experimental da Embrapa Cerrados, em Planaltina. O evento apresentou tecnologias, pesquisas e estratégias voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva do café no Distrito Federal, atividade que vem ganhando espaço e se consolidando como alternativa de geração de renda também para pequenos produtores rurais.
Promovido pela Emater-DF, Embrapa Cerrados, Embrapa Café e Consórcio Pesquisa Café, o encontro aproximou pesquisa científica e extensão rural da realidade vivida no campo. Ao longo do dia, os participantes percorreram estações técnicas com orientações sobre nutrição e irrigação do cafeeiro, manejo de pragas e doenças, cultivo de cafés Conilon e Robusta e sistemas integrados de produção, incluindo o consórcio entre café e baru.
“A cafeicultura está ganhando uma dimensão muito importante no Distrito Federal. Os produtores dispõem de grande potencial para cafés especiais devido às condições climáticas do Cerrado, altitude e manejo tecnológico. Como boa parte desses produtores trabalha em pequenas áreas, o acesso à inovação e à assistência técnica é fundamental para produzir um café diferenciado, competitivo e com maior valor agregado”, afirmou.
O presidente também ressaltou a importância da integração entre pesquisa e extensão rural para o desenvolvimento sustentável da atividade. Segundo ele, a parceria entre Emater-DF e Embrapa Café permite levar conhecimento atualizado ao campo, aproximando os produtores das tecnologias desenvolvidas pela pesquisa agropecuária.
“Esse trabalho conjunto é essencial para que as tecnologias cheguem efetivamente às propriedades rurais. A Emater está na ponta, acompanhando os produtores no dia a dia, orientando sobre manejo, irrigação, controle de pragas, escolha de cultivares e estratégias de comercialização. Ao mesmo tempo, a Embrapa contribui com inovação e pesquisa aplicada. Essa integração fortalece a cafeicultura e cria oportunidades para que os produtores aumentem produtividade, qualidade e renda”, completou Cleison Duval.
Já a Estação 2 destacou práticas relacionadas ao plantio, escolha de cultivares, controle de pragas e doenças, buscando reduzir perdas e fortalecer a sustentabilidade da atividade. Outras estações apresentaram alternativas para diversificação da renda familiar, incluindo o cultivo de cafés Conilon e Robusta e sistemas integrados que unem café e baru.
Para o chefe-geral da Embrapa Cerrados, Jorge Werneck, o evento demonstra os avanços da cafeicultura na região e a importância da pesquisa para o desenvolvimento de sistemas produtivos adaptados ao Cerrado.
O produtor rural Rubens Alves, da região do Lago Oeste, afirmou que o acesso à tecnologia é decisivo para o sucesso da atividade no DF. “Para quem trabalha com pequenas áreas, a tecnologia é fundamental. O que é desenvolvido aqui na pesquisa chega até nós por meio da Emater, que faz esse elo entre conhecimento e produtor rural. Isso nos dá mais segurança para investir e melhorar a produção”, relatou.
O chefe-geral da Embrapa Café, Rodolfo Oliveira, reforçou que a atuação integrada entre pesquisa e extensão rural é estratégica para o crescimento da cafeicultura no Distrito Federal.
“Não basta desenvolver pesquisas e novas tecnologias se esse conhecimento não chegar ao produtor. A extensão rural tem papel fundamental nesse processo. O Distrito Federal possui uma cafeicultura em expansão, formada principalmente por pequenos produtores, mas já com cafés de altíssima qualidade e reconhecimento. É uma atividade que tem potencial para gerar renda e valor agregado mesmo em pequenas propriedades”, ressaltou.
Integração entre pesquisa e extensão rural
*Com informações da Emater-DF
Fonte: Agência Brasília



