Uma enfermeira acostumada à rotina intensa de hospitais, UTIs e gestão de crises na saúde pública é a nova presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). No Dia Internacional da Enfermagem, celebrado nesta terça-feira (12), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou o nome de Eliane Souza de Abreu para comandar o instituto responsável pela administração do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Hospital Cidade do Sol (HSol) e 13 unidades de pronto atendimento (UPAs).
A indicação feita pela governadora Celina Leão foi aprovada em plenário durante a tarde, após audiência pública realizada pela Comissão de Saúde da CLDF pela manhã. Participaram da mesa da sessão a presidente da Comissão de Saúde, deputada distrital Dayse Amarilio, além dos deputados distritais Pastor Daniel de Castro e Martins Machado.
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Ao longo da audiência, os parlamentares fizeram questionamentos sobre assistência à população, continuidade administrativa, valorização das equipes e estratégias para melhorar os serviços prestados nas unidades administradas pelo instituto.
Entre os temas debatidos, o deputado Pastor Daniel de Castro perguntou quais seriam as principais marcas da futura gestão e o que poderia ser feito para reduzir a constante troca de presidentes e diretores no IgesDF. Em resposta, Eliane afirmou que pretende conduzir uma gestão baseada em governança clínica, presença constante nas unidades e fortalecimento das equipes assistenciais. “A minha gestão será marcada por fazer o que precisa ser feito. Parece simples, mas a saúde pública exige fortalecimento permanente. Eu acredito em uma gestão construída em conjunto, compartilhando métodos e desobstruindo caminhos para que a assistência chegue aonde precisa chegar”, argumenta.
A futura presidente também destacou que pretende manter uma atuação próxima da rotina hospitalar e dos profissionais da linha de frente. “Enquanto mulher, enfermeira e alguém que conhece o chão da fábrica, acredito em uma gestão corpo a corpo, no fronte. Não se faz gestão apenas atrás de uma mesa ou dentro de um gabinete. É nas unidades que vamos entender o que precisa ser aprimorado e o que deve ser corrigido”, disse.
Questionada pelo deputado Martins Machado sobre como a experiência à frente do Hospital Regional de Santa Maria ajudou na preparação para liderar todo o instituto, Eliane relembrou os desafios enfrentados na unidade e o aprendizado construído na prática da assistência hospitalar. “Santa Maria me fez crescer porque me desafiou muito. Todos os dias eu aceitei o desafio de ser melhor. Tenho profundo respeito por toda a equipe do hospital, que me permitiu construir essa trajetória”, considera.
A indicada também falou sobre a experiência na gestão de UTIs e no enfrentamento de períodos críticos, incluindo a pandemia de covid-19. Segundo ela, a vivência prática ajudou a desenvolver uma visão estratégica voltada para resultados e eficiência operacional. “Aprendi no chão da fábrica que as decisões precisam ser tomadas com análise e observação. Na gestão de UTI, trabalhamos para reduzir infecções, melhorar indicadores e otimizar recursos. São experiências que mostram que é possível alcançar resultados quando existe alinhamento entre equipes, processos e liderança”, explica.

