Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
Giro 61 | Notícias do Distrito Federal, Entorno e PolíticaGiro 61 | Notícias do Distrito Federal, Entorno e PolíticaGiro 61 | Notícias do Distrito Federal, Entorno e Política
  • Início
  • Distrito Federal
  • Brasil
  • Gastronomia
  • Esportes
  • Política
  • Turismo
Giro 61 | Notícias do Distrito Federal, Entorno e PolíticaGiro 61 | Notícias do Distrito Federal, Entorno e Política
  • Início
  • Distrito Federal
  • Brasil
  • Gastronomia
  • Esportes
  • Política
  • Turismo
  • Início
  • Distrito Federal
  • Brasil
  • Gastronomia
  • Esportes
  • Política
  • Turismo
Siga-nos
Política

Há 100 anos, Ford instituía jornada de 40 horas nos Estados Unidos

Ultima atualização: 13 de maio de 2026 15:22
Por: Redação
Publicado: 13 de maio de 2026
COMPARTILHAR
Há 100 anos, Ford instituía jornada de 40 horas nos Estados Unidos
COMPARTILHAR

A consolidação dessa escala viria 14 anos depois, em 1940, quando foi alterada a Lei de Normas Justas de Trabalho (Fair Labor Standards Act) dos EUA, criada dois anos antes, em 1938.

Até hoje, ela fixa a escala em 40 horas semanais, com possibilidade de estender o horário, desde que mediante pagamento de horas-extras com valor adicional de 50% em relação a hora normal.

Estima-se que, nos anos 1900, a semana de trabalho média nos EUA fosse de 60 horas, dez horas por dia, seis dias na semana. Nos anos 1920, a semana de trabalho cai para 50 horas semanais, em média.

- Publicidade -

Luta dos trabalhadores

Por outro lado, com o fim da guerra civil americana (1861-1865), teve início nos EUA um forte movimento de trabalhadores pela redução da jornada de trabalho. A luta por mais tempo livre teve mais destaque que as reivindicações por aumento salarial.

O professor de História na Universidade Federal da Bahia (UFBA), Antonio Luigi Negro, ressaltou à Agência Brasil que, assim que conseguiram se organizar em sindicatos, os trabalhadores reivindicaram trabalhar menos horas para viver mais e melhor.

“Eles não queriam chegar acabados em casa, depois de um dia de trabalho, ou arrebentados e com problemas nos nervos, quando se aposentassem”, explicou o especialista em história do trabalho.

Com o lema “oito horas para o trabalho, oito horas para o descanso, oito horas para o que quisermos”, os trabalhadores nos EUA lutaram, por décadas, até chegar às oito horas diárias e 40 semanais.

Sindicalismo estadunidense

O economista e historiador norte-americano Robert M. Whaples escreveu que a defesa da redução da jornada foi a “faísca” que ajudou a fundar o primeiro sindicato nacional na década de 1860 e a Federação Americana do Trabalho, nos anos, 1880.

“Em 1927, pelo menos 262 grandes empresas haviam adotado a semana de cinco dias, enquanto apenas 32 a adotavam em 1920. Ford empregou mais da metade dos aproximadamente 400 mil trabalhadores do país com semanas de cinco dias”.

- Publicidade -

Outro fator que teria contribuído para redução da jornada nos EUA foi o acirramento pela busca de mão de obra, devido a redução da imigração europeia, estimulando os gestores a buscarem um relacionamento mais longo com os empregados.

“Essa preocupação de longo prazo e as crescentes evidências de que a fadiga poderia comprometer a produtividade a longo prazo podem ter levado alguns a reduzir a jornada de trabalho”, completou o especialista Robert M. Whaples.

Papel de Henry Ford

O professor da UFBA Antonio Luigi Negro sugere que, sem a pressão dos trabalhadores, o padrão patronal é, tendo demanda, manter alta a jornada e exigir horas extras.

“No Brasil, a greve da Vaca Brava dos metalúrgicos do ABC em 1985 conseguiu negociar redução da jornada de trabalho sem redução de salários. Só o movimento operário bem organizado pode vencer a posição patronal de querer mais horas de trabalho com salários ruins”, disse.

Sobre o proprietário da Ford, Henry Ford, Antonio destaca que ele era “extremamente hostil aos sindicatos”.

- Publicidade -

“Ele contratou Harry Bennett como capanga para chefiar valentões e perseguir e espancar funcionários. A estratégia de Ford foi a de contratar trabalhadores de idiomas e lugares de origem diferentes para impedir a união operária”, contou o especialista.

Brasil

Atualmente, o governo brasileiro tem defendido o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), com a redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem regra de transição.

O tema está em tramitação na Câmara dos Deputados, com previsão de votar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) na Comissão Especial no dia 27 de maio.

TAG:fim da escala 6x1FordismoJornada de Trabalho
COMPARTILHAR
Facebook Whatsapp Whatsapp Copiar Link Imprimir
COMPARTILHAR
Notícia Anterior Drinks com água com gás deixam encontros mais refrescantes e sofisticados 5 drinks com água com gás para fazer em casa e surpreender os convidados
Próxima Notícia Mulher com luvas de plástico e limpando e organizando armário na cozinha. Pouco espaço na cozinha? Veja soluções que fazem diferença no armário
Nenhum comentário Nenhum comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

- Publicidade -
Giro 61 | Notícias do Distrito Federal, Entorno e PolíticaGiro 61 | Notícias do Distrito Federal, Entorno e Política
Siga-nos
© 2018 - 2025 Giro 61, Todos os direitos reservados. Criação DEVUX
  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
Bem vindo de volta!

Faça login em sua conta

Username or Email Address
Password

Perdeu sua senha?