“Não é sobre a condição social, é sobre o olhar para a pessoa que está isolada dentro de casa, em depressão, sozinha, com a sensação de vazio. Isso acontece muito, porque idosos passam por perdas”
Dolores Moreira da Costa Ferreira,
subsecretária de Políticas para Pessoas Idosas da Sejus
Programa Viver 60+, que já atende mais de 11 mil idosos no DF, ganha núcleo no Lago Sul

Para Francisca Moreira de Araújo, de 69 anos, aluna de informática e musculação, o programa foi essencial para recuperar a mobilidade. “Teve uma época em que eu nem conseguia me mexer. Meu braço não subia, eu não me levantava nem virava”, relembra. Hoje, ao mostrar a mobilidade recuperada, ela comemora a melhora física. “Eu vou orar muito a Deus para vir mais vezes, porque é muito bom. Gosto muito dos exercícios”.
Além do fortalecimento físico promovido por atividades como pilates e ginástica, o Viver 60+ oferece suporte psicológico e atua diretamente no combate à solidão. O casal Sinesio Gomes Mendes, de 65 anos, e Maria de Fátima Antunes, de 62, morador do Recanto das Emas, relata que a convivência substituiu o silêncio da casa vazia. “É maravilhoso porque, além da interação com outras pessoas, acaba que os filhos crescem e têm a vida deles, né? E a gente acaba tendo um círculo muito grande de amizades”, conta Maria de Fátima, ao frisar a importância do acolhimento e da saúde mental proporcionados pelo projeto. Ao lado do marido, ela pratica musculação. “O pessoal é bem acolhedor. É muito bom vir”.
Fonte: Agência Brasília
