Durante a AgroBrasília, nesta sexta-feira (22), cinco licenças ambientais foram entregues pela governadora Celina Leão a produtores do Distrito Federal, com foco nas atividades de irrigação por pivô central e avicultura de corte. As autorizações beneficiam empreendimentos localizados nas regiões administrativas de Planaltina, São Sebastião e Paranoá.
“O Estado precisa entender que ele tem que dar a mão, ele não deve atrapalhar. Muitas vezes, o Estado atrapalha: quando deixa de te dar uma licença, quando não abre a estrada da sua fazenda, quando não coloca todas as condições necessárias… Mas graças a esse time [de secretários], eu tenho certeza que o agronegócio aqui vai continuar crescendo”, enfatizou a chefe do Executivo.
De acordo com a Superintendência de Licenciamento Ambiental (Sulam), o uso de pivôs centrais é essencial para a produção de grãos no Cerrado, especialmente nos períodos de estiagem, comuns entre o outono e o inverno. A tecnologia garante a produtividade mesmo em condições climáticas adversas.
A avicultura, por sua vez, figura como um dos principais pilares da pecuária no Distrito Federal, com faturamento bruto estimado em mais de R$ 1 bilhão, o que reforça sua relevância econômica para a região.
A licença ambiental atesta que o funcionamento do empreendimento está em conformidade com diretrizes previstas em instrumentos como o Código Florestal, planos de manejo de unidades de conservação e a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Além disso, assegura o monitoramento e a fiscalização das atividades.
Outro impacto importante é o acesso facilitado ao crédito rural e a novos mercados, inclusive internacionais, já que a regularização ambiental amplia a segurança jurídica dos empreendimentos.
“É uma equação que, para muitos, é simples, mas é dificílima, que é o desenvolvimento sustentável. Ou seja, a gente cuida das nascentes, mas a gente cuida também do desenvolvimento da cidade”
Gutemberg Gomes, presidente do Brasília Ambiental
O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, destacou que a sintonia entre a produção agrícola e a preservação ecológica é fundamental para o desenvolvimento do setor. “A gente entende que agro e meio ambiente têm tudo a ver. Sem o cuidado com o meio ambiente, a gente não consegue avançar. É uma equação que, para muitos, é simples, mas é dificílima, que é o desenvolvimento sustentável. Ou seja, a gente cuida das nascentes, mas a gente cuida também do desenvolvimento da cidade”, afirmou Gomes, ao reforçar que o grande desafio da gestão é buscar o equilíbrio do desenvolvimento sustentável.
“O Governo do Distrito Federal trabalha junto do produtor dentro da legalidade. Trabalhando atividades licenciadas, monitorando e garantindo produção e proteção ambiental”, emendou o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno.
Em 2021, apenas cerca de 30% dos pedidos para atividades agropecuárias estavam licenciados. Atualmente, esse índice supera os 82%, resultado da modernização da legislação, do aprimoramento das ferramentas de análise e da qualificação dos serviços de consultoria ambiental.
Feira agrícola
O evento de negócios e tecnologia é voltado a empreendedores rurais de diferentes portes e segmentos
Com apoio do GDF, a AgroBrasília segue até este sábado (23), no PAD-DF, no Paranoá. O evento de negócios e tecnologia é voltado a empreendedores rurais de diferentes portes e segmentos e feito pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF). A feira funciona como uma grande vitrine de inovações, com destaque para negócios focados em maquinários, insumos, sustentabilidade, genética animal e vegetal, além de debates e palestras sobre o setor produtivo.
Além disso, a feira também foi palco da assinatura simbólica de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Seagri-DF) e a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), iniciativa que fortalece a defesa agropecuária e amplia a integração sanitária entre o Distrito Federal e Goiás.
Fonte: Agência Brasília



