“Eu já estava sangrando havia uns 15 dias, mas o fluxo aumentou muito. Quando cheguei aqui na emergência do centro obstétrico, eu desmaiei, minha pressão baixou bastante”, relembra Varli, moradora de Santa Maria. Ao chegar à unidade, ela recebeu atendimento imediato e foi encaminhada para internação. Agora, aguarda a realização de uma histerectomia, cirurgia para retirada do útero. “Cheguei às 3h e fui atendida prontamente. Tudo aconteceu muito rápido. Fui encaminhada para a internação e agora estou aguardando os exames para fazer a cirurgia nos próximos dias.”
“Muitas acabam adiando a busca por assistência por medo, vergonha, dificuldade de acesso ou até por acreditarem que determinados sintomas são normais, principalmente após o parto ou com o avanço da idade”
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Aline Guerin, ginecologista
Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher
Neste 28 de maio, data em que é celebrado o Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher, o Hospital Regional de Santa Maria destaca a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento contínuo e do acesso aos serviços especializados. Segundo a ginecologista Aline Guerin, do setor de cirurgia ginecológica do HRSM, grande parte dos casos acompanhados no serviço envolve condições benignas que impactam diretamente a rotina e a qualidade de vida das pacientes.
Entre os quadros mais frequentes estão miomas uterinos, pólipos, pequenas alterações que surgem dentro do útero, perda involuntária de urina e prolapsos pélvicos, condição popularmente conhecida como “queda” de órgãos da região pélvica, como bexiga e útero. “Muitas mulheres convivem durante anos com sangramentos intensos, dores pélvicas, sensação de peso vaginal e perda urinária. Essas alterações acabam afetando não apenas a saúde física, mas também a autoestima, a vida social e o emocional”, explica a especialista.
Segundo a médica, um dos principais desafios ainda é incentivar a procura por atendimento logo nos primeiros sinais. “Muitas acabam adiando a busca por assistência por medo, vergonha, dificuldade de acesso ou até por acreditarem que determinados sintomas são normais, principalmente após o parto ou com o avanço da idade”, ressalta Aline Guerin.
Entre os serviços oferecidos estão pré-natal de alto risco, histerectomia, cirurgias uroginecológicas para tratamento de alterações do assoalho pélvico e do sistema urinário feminino, perineoplastia, procedimento realizado para reconstrução da região do períneo, mastectomia, reconstrução mamária em casos de câncer de mama e procedimentos como a Aspiração Manual Intrauterina (Amiu), técnica utilizada para esvaziamento do útero em situações específicas.
Além do atendimento ambulatorial, o pronto-socorro do Centro Obstétrico realiza atendimentos ginecológicos de urgência, incluindo casos relacionados ao câncer ginecológico, sangramentos intensos, acolhimento a vítimas de violência sexual e assistência a mulheres em trabalho de parto.
Para a gerente da maternidade do HRSM, Ivonete Rodrigues, garantir uma linha de cuidado eficiente significa oferecer assistência integrada em todas as etapas do atendimento. “A saúde da mulher envolve cuidado, escuta e acompanhamento contínuo em diferentes fases da vida. Nosso objetivo é fazer com que cada paciente se sinta amparada, seja em uma consulta no ambulatório ou em um momento de urgência”, explica.
Fonte: Agência Brasília



