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Distrito Federal

Método Canguru, a linha de cuidado que fortalece vínculo entre famílias e bebês

Ultima atualização: 3 de junho de 2026 09:56
Por: Redação
Publicado: 3 de junho de 2026
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“É uma sensação única; não tenho palavras.” É assim que Ana Carolina Almeida, de 25 anos, descreve a emoção de segurar o filho, Bernardo, junto ao peito. Calmo e tranquilo, o bebê prematuro aconchega-se dentro da roupa da mãe, sentindo o calor do contato direto com a pele. O gesto faz parte do Método Canguru, uma linha de cuidado voltada para o acolhimento do recém-nascido e de sua família, especialmente em casos de prematuridade e baixo peso.

Método pode ser praticado por ambos os pais, bem como cuidadores do bebê, tanto em casa quanto no hospital | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Brasília

A técnica baseia-se no contato pele a pele entre bebê e cuidadores, ao respeito das individualidades, ao envolvimento da mãe e do pai e ao apoio à amamentação. “É uma forma segura de colocar o recém-nascido em contato com a pele de seus responsáveis”, resume a enfermeira Juliana Dantas, da Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal (Ucin) do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib).

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“A posição oferece um ambiente sensorial muito próximo ao que o bebê teria dentro do útero, além de estar ouvindo e sentindo o cheiro dos pais, coisas que são muito fáceis de ele reconhecer”

Ludmylla de Oliveira, enfermeira da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hmib

“A posição oferece um ambiente sensorial muito próximo ao que ele teria dentro do útero, além de estar ouvindo e sentindo o cheiro dos pais, coisas que são muito fáceis de ele reconhecer”, detalha a enfermeira Ludmylla de Oliveira, da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hmib.

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A posição não é restrita aos hospitais ou internações, podendo ser replicada em casa. “Para fazer o contato pele a pele, não há nenhuma contraindicação”, indica Juliana Dantas. “O método recomenda que a posição seja feita pelo máximo de tempo possível, que tanto o bebê como o cuidador fiquem à vontade.”

Laise de Jesus, 22, não conhecia o método. Quando experimentou com a primeira filha, Laura Cecília, quis tentar mais de uma vez. “É o que ela [a bebê] mais gosta”, conta. “Fica o tempo todinho. Percebo-a mais tranquila, confortável e segura”. Como fazer

O contato pele a pele começa na separação do material: um top ou tecido macio, de preferência algodão, que dê sustentabilidade e segurança para que o responsável faça suas atividades diárias.

O bebê deve ser colocado em posição vertical, só de fralda, com a barriga em contato com o tórax da mãe, pai ou cuidador. Os braços ficam flexionados próximos à boca para dar conforto; a cabeça, lateralizada para qualquer dos lados; e as pernas, em “M”, com os joelhos um pouco mais acima das nádegas — uma posição similar àquela em que o bebê estaria dentro do útero.

*Com informações da Secretaria de Saúde

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Fonte: Agência Brasília

TAG:Unidade De Terapia Intensiva Neonatal (utin)
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