O Túnel Rei Pelé, em Taguatinga, completa três anos nesta sexta-feira (5) como uma das principais intervenções de mobilidade urbana do Distrito Federal. Inaugurado em 5 de junho de 2023, o complexo viário recebeu investimento de R$ 275 milhões, separou o fluxo de carros, ônibus e pedestres no centro da cidade e eliminou um dos principais pontos de congestionamento da região.
A passagem subterrânea faz parte do Corredor Eixo Oeste e liga a Avenida Elmo Serejo à Estrada Parque Taguatinga (EPTG), com três faixas de rolamento em cada sentido. Na superfície, o boulevard de Taguatinga passou a reunir calçadas acessíveis, estacionamentos, ciclovia, paisagismo, iluminação e faixas exclusivas para ônibus, separando os fluxos que antes disputavam o mesmo espaço.
- 📱 Favorite o Giro 61 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
- ✅ Clique aqui para seguir o canal do Giro 61 no WhatsApp
Para quem atravessava o centro de Taguatinga antes da obra, a principal mudança foi no tempo de deslocamento. O administrador regional de Taguatinga, Ezequias Pereira da Silva, lembra que o problema não estava na distância, mas no cruzamento intenso entre veículos, ônibus e pedestres. “O trecho é de apenas 1 quilômetro, mas o engarrafamento era muito grande. Hoje os ônibus passam por cima, os veículos passam por baixo e acabou aquele congestionamento. O Túnel Rei Pelé veio para mudar a história de Taguatinga”, afirmou.
https://www.youtube.com/watch?v=Yy9-meKEOOQ
“O engarrafamento era muito grande. Hoje os ônibus passam por cima, os veículos passam por baixo e acabou aquele congestionamento. O Túnel Rei Pelé veio para mudar a história de Taguatinga”
Ezequias Pereira da Silma, administrador regional de Taguatinga
Moradora do DF há mais de 40 anos, a aposentada Guilhermina Pereira de Macedo, de 60 anos, também comemora a diferença na rotina de quem anda a pé pelo centro da cidade. Antes, segundo ela, atravessar as pistas exigia atenção redobrada, principalmente para idosos e crianças. “Agora está melhor, sem comparação. A gente passa sem medo de ser atropelada. Está muito bom mesmo”, disse.
O aposentado Joaquim Rodrigues, de 66 anos, acompanhou a expansão de Taguatinga desde a época em que uma rotatória organizava o trânsito no centro da cidade. Para ele, o túnel deu nova organização a uma área que se tornou ponto de passagem de moradores de várias regiões do DF. “Era caótico. O trânsito vinha de várias cidades vizinhas, como Ceilândia e Samambaia. Estava insuportável. A obra é muito útil para a mobilidade das pessoas e para a urbanização”, resumiu.
Comércio
O impacto também é sentido por quem trabalha no centro de Taguatinga. Lojista na cidade há 38 anos, Geraldo César de Araújo afirma que a passagem subterrânea melhorou o fluxo de veículos e deixou a região mais livre. “Hoje nós temos a ligação por baixo para os carros de passeio, e isso dá um melhor fluxo de veículos no centro de Taguatinga”, avaliou.

