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Distrito Federal

GDF investirá R$ 3,7 milhões em nova etapa de recuperação do Cerrado

Ultima atualização: 11 de junho de 2026 20:06
Por: Redação
Publicado: 11 de junho de 2026
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O Governo do Distrito Federal (GDF) vai investir R$ 3.714.090,63 na execução do projeto Recupera Cerrado II, nova etapa das ações de recuperação do Cerrado iniciadas em 2019. A iniciativa será executada em regime de mútua cooperação com o Instituto Rede Terra, organização da sociedade civil selecionada por meio de chamamento público, e será integralmente custeada com recursos do Fundo Único do Meio Ambiente do Distrito Federal (Funam-DF).

Desde 2019, o GDF realizou ações de recuperação do Cerrado em aproximadamente 390 hectares de áreas públicas, localizadas em unidades de conservação e áreas de preservação permanente. Diferente de outros biomas, o Cerrado exige o acompanhamento contínuo após o plantio. Isso se deve aos longos períodos de estiagem, que chegam a se estender por quase seis meses do ano, além dos desafios dos incêndios florestais e, no caso do DF, a forte pressão antrópica em algumas áreas públicas, além da predação pela fauna silvestre — como as capivaras.

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Para a governadora Celina Leão, a recuperação do Cerrado representa um compromisso com as próximas gerações e com a construção de um Distrito Federal mais sustentável. “Quem planta uma árvore está sempre olhando para o futuro. É um gesto que demonstra sensibilidade com a causa ambiental e responsabilidade com as próximas gerações. Com o Recupera Cerrado II, estamos garantindo que esse trabalho tenha continuidade, fortalecendo a preservação do nosso bioma, protegendo os recursos hídricos e promovendo mais qualidade de vida para a população”, afirma Celina Leão.

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As ações serão desenvolvidas ao longo de 18 meses em parques, unidades de conservação e áreas de preservação permanente localizadas nas orlas do Lago Paranoá.

Diferente de outros biomas, o Cerrado exige o acompanhamento contínuo após o plantio| Foto: Divulgação/Sema-DF

Entre as metas previstas estão a manutenção das áreas plantadas desde 2019, além do plantio de novas 20 mil mudas nativas de grande porte, com altura entre um e dois metros, para preenchimento de falhas, e a semeadura direta de 2,6 toneladas de sementes nativas de árvores, arbustos e capim do Cerrado em 218 hectares. Durante a execução do projeto, as equipes em campo atuarão no controle de espécies exóticas invasoras, no controle de pragas, no coroamento das mudas, na adubação de cobertura e na irrigação sistemática durante os períodos de seca.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Rafael Santana, as ações têm potencial para gerar benefícios ambientais e sociais. “A ampliação da cobertura vegetal contribui para a redução das ilhas de calor, o aumento da umidade do ar e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas no Distrito Federal. A recomposição da vegetação nas margens das bacias hidrográficas também favorece a proteção da qualidade da água e a recarga do Lago Paranoá, além de auxiliar na manutenção da fauna nativa”, argumenta o secretário.

A iniciativa é um reforço do alinhamento do GDF com as políticas públicas de enfrentamento às mudanças climáticas. A recomposição da vegetação nativa em áreas estratégicas contribui para o sequestro de carbono, a regulação do microclima e o aumento da resiliência ambiental frente a eventos extremos, como secas prolongadas e incêndios florestais. Dessa forma, o Recupera Cerrado II amplia seu alcance para além da recuperação ecológica, consolidando-se como uma medida concreta de mitigação e adaptação às mudanças do clima, em sintonia com os benefícios ambientais já observados no projeto

Fonte: Agência Brasília

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