“Aqui no Brasil, temos menos de 1% de doadores”
Sanny Lira, coordenadora do Serviço de Hemoterapia do HCB
Quando o estoque de sangue do Hemocentro está abastecido, o Hospital da Criança de Brasília ganha a certeza de que poderá continuar lutando pelo futuro de cada paciente. Porém, para que isso possa acontecer, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que pelo menos 3% da população de cada país precisa ser doadora de sangue, de forma que o índice ideal para manter os estoques seguros seja atingido.
“Através da doação, a vida do meu filho e das outras crianças aqui do hospital são salvas. Tenho um sentimento de gratidão”
Yasmin Mesquita, mãe de Anthony Miguel
Estoque do HCB é abastecido diariamente
Para fazer com que o sangue chegue com segurança até as crianças, o HCB conta com uma equipe composta por médicos, biomédicos e técnicos de hemoterapia. Todo o estoque do Hospital é abastecido diariamente pela Fundação Hemocentro de Brasília, sendo usados tanto em casos graves na UTI e em grandes procedimentos no centro cirúrgico, até em pacientes crônicos da oncologia, oncohematologia, transplantes de medula óssea e portadores de doença falciforme grave.
Uma única bolsa de sangue coletada pode conter cerca de 450 ml a 500 ml e pode ser dividida em até quatro hemocomponentes. No HCB, o impacto é grande: “Aqui no Hospital da Criança de Brasília, como são crianças, muitas vezes é utilizada uma bolsa para dois ou três pacientes, ajudando muito mais que um paciente adulto”, explica Lira.
Para quem assiste à luta dos filhos na linha de frente, o doador de sangue é um herói sem rosto. É o caso de Yasmin Mesquita, mãe do Anthony Miguel, 12, que tem talassemia, uma doença genética hereditária do sangue caracterizada pela produção insuficiente de hemoglobina.
“Através da doação, a vida do meu filho e das outras crianças aqui do hospital são salvas. Tenho um sentimento de gratidão”, agradece Yasmin. Ela complementa: “A doação não se mede tamanho pelo esforço, não deve ser fácil você sentar numa cadeira e doar o seu próprio sangue. Através dessa boa ação, outras pessoas salvam milhares de vidas todos os dias. Isso é muito importante e gratificante”.
Perguntado sobre qual superpoder gostaria de ter se o sangue doado lhe trouxesse magia, o pequeno Anthony escolheu a “invisibilidade”. Uma resposta inocente que traduz perfeitamente o sentido da doação de sangue: um ato anônimo, invisível aos olhos de quem recebe, mas completamente transformador.
*Com informações do HCB
Fonte: Agência Brasília



