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Distrito Federal

No Dia Mundial da Doença Falciforme, Hemocentro entrega carteirinhas de identificação a pacientes

Ultima atualização: 18 de junho de 2026 11:58
Por: Redação
Publicado: 18 de junho de 2026
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Nesta semana, o Hemocentro promoveu capacitação técnicapara aprimorar o acolhimento imediato de pessoas com doença falciforme |Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

“Pessoas com doença falciforme podem apresentar complicações agudas, como crises intensas de dor, infecções e anemia grave, que exigem intervenção precoce. A carteira contribui para que as equipes identifiquem rapidamente a condição clínica e adotem as condutas apropriadas”

Marcelo Jorge Carneiro, hematologista do Hemocentro de Brasília

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O lançamento do documento complementa o esforço de integração da rede iniciado na quarta-feira (17), quando o Hemocentro promoveu uma capacitação técnica no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs). Na ocasião, gestores e profissionais de saúde da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) e do Hospital da Criança de Brasília (HCB) debateram estratégias para aprimorar e acelerar o acolhimento imediato desses pacientes nas linhas de frente dos hospitais e das UPAs.

A nova versão da carteirinha reuniu diretrizes específicas de classificação de risco e possui um QR code que direciona o médico plantonista diretamente a protocolos de urgência e manuais técnicos. A ferramenta visa subsidiar as equipes de saúde na tomada de decisões rápidas e qualificadas durante episódios críticos da patologia.

A fonoaudióloga Luana Carolina Martins valida a experiência: ela éuma das coordenadoras da Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme e recebeu a carteirinha pioneira em um projeto-piloto em 2021

“A carteirinha vai ajudar as pessoas com doença falciforme quando chegarem à UPA ou a outras emergências, auxiliando a equipe médica a verificar os protocolos pelo QR code e a ter um norte para saber cuidar”

Luana Carolina Martins,fonoaudióloga e uma das coordenadoras da Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme

O que é a doença falciforme

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De natureza genética e hereditária, a doença falciforme altera o formato das hemácias, que assumem a forma de foice ou meia-lua, obstruindo os vasos sanguíneos e reduzindo o transporte de oxigênio pelo organismo. Essa condição gera crises de vaso-oclusão, dores agudas e vulnerabilidade a infecções. Atualmente, a Rede SES-DF possui mais de mil pacientes com a patologia cadastrados e sob acompanhamento especializado. A confecção das novas carteirinhas ocorreu em parceria com a Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme (Abradfal).

A fonoaudióloga Luana Carolina Martins, que convive com a condição e atua como uma das coordenadoras da Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme (Abradfal), recebeu sua carteirinha pioneira em um projeto-piloto em 2021 e hoje valida a importância da ampliação do documento para toda a rede pública. “A carteirinha vai ajudar as pessoas com doença falciforme quando chegarem à UPA ou a outras emergências, auxiliando a equipe médica a verificar os protocolos pelo QR code e a ter um norte para saber cuidar. O Hemocentro é um grande parceiro da nossa luta para divulgar mais sobre a doença”, afirma.

Fonte: Agência Brasília

TAG:Rede Pública De Saúde
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