“Não é apenas uma questão estética, é um fenômeno social. O corpo influencia como as pessoas são tratadas e valorizadas pela sociedade”
Natália Barreto, assistente social do IgesDF
Para ampliar o debate e fortalecer a qualificação dos profissionais de saúde, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), por meio da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), promoveu, nesta quinta-feira (19), mais uma edição do projeto Educa em Ação, com o tema “A ditadura do corpo perfeito e os transtornos alimentares”.
Educação permanente
Entre os transtornos alimentares mais conhecidos estão a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão alimentar periódica. Embora muitas pessoas associem essas doenças apenas à magreza extrema, elas podem atingir indivíduos com diferentes perfis e características corporais. O diagnóstico precoce, aliado ao acolhimento e ao acompanhamento especializado, aumenta as chances de recuperação e melhora da qualidade de vida.
O nutricionista clínico e esportivo Ramon Batista destacou que compreender a complexidade desses transtornos é essencial para oferecer um cuidado efetivo. “Muitos pacientes convivem com a distorção da imagem corporal, que ocorre quando a percepção que têm de si mesmos não corresponde à realidade. Essa condição provoca sofrimento emocional significativo e precisa ser compreendida e acolhida durante todo o processo de cuidado”, ressalta.
A assistente social do IgesDF, Natália Barreto, destacou que compreender os transtornos alimentares também exige considerar os fatores sociais que influenciam a relação das pessoas com o corpo e a alimentação. “Não é apenas uma questão estética, é um fenômeno social. O corpo influencia como as pessoas são tratadas e valorizadas pela sociedade”, afirma.
Atendimento especializado no SUS
No Distrito Federal, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo IgesDF, é a única unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) que oferece um ambulatório estruturado para o atendimento de pessoas com transtornos alimentares.
*Com informações do IgesDF
Fonte: Agência Brasília



