O defensor foi um dos protagonistas do empate em 0x0 com a Espanha, na estreia das seleções pelo Grupo H, na última segunda-feira (15).
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A sequência espetacular de defesas que segurou o resultado contra uma das maiores potências do futebol fez com que Vozinha se transformasse em uma celebridade, que acumula mais de 14 milhões de seguidores no Instagram.
“Estamos felizes, mas isso [a Copa] ainda não acabou”, ponderou. “Conhecemos a qualidade do nosso grupo, assim como as limitações, mas sabemos que podemos competir com qualquer seleção e que tudo pode acontecer em 90 minutos [de partida]”.
Inspiração
Hoje com 40 anos, Vozinha nasceu Josimar José Évora Dias, na cidade de Mindelo. O pai, fanático por futebol, batizou o menino com o nome do lateral brasileiro que atuava na Copa do Mundo de 1986, também disputada no México. Agora, é ele quem inspira torcedores.
O goleiro diz se emocionar ao perceber a influência dos Tubarões Azuis sobre crianças e jovens cabo-verdianos. “Somos um país que não temos muitas referências, isso é um erro, mas está mudando, graças às forças da federação e dos jogadores”.
“Passava mais tempo no campo do que em casa. Estava sempre jogando duas ruas atrás da minha casa ou na outra mais abaixo”, contou.
Ele também se recorda do sonho de ser profissional, que exigiu dedicação. “Perdi uma parte da minha infância e juventude, mas sou grato a tudo”.
Com o futebol, Vozinha conta que conseguiu ajudar a família. Entre as conquistas, destaca a possibilidade construir uma casa para a mãe e cuidar da avó que o criou, mas sofreu os últimos anos com Alzheimer.
“O futebol deu-me tudo. Deu-me condições de ajudar a minha família e de me tornar quem eu sou”, afirmou.
Cultura brasileira
A relação com o Brasil também marca a trajetória do goleiro cabo-verdiano. Além da influência no futebol, ele destaca a cultura brasileira presente no arquipélago. O avô, recorda, era fã de Roberto Carlos, enquanto ele cita Ivete Sangalo, Cidade Negra e Revelação.
Segundo o goleiro, gerações cresceram acompanhando novelas e ouvindo artistas brasileiros, apesar dele ser “um pau mesmo” e preferir zouk, um ritmo caribenho que se dança a dois.
O cabo-verdiano, que tem um irmão brasileiro, no Recife, professor de matemática, também aproveitou a entrevista para agradecer ao apoio da torcida do Brasil.
Fonte: Agência Brasil



