Quem imagina que os jogadores de futebol vivem à base de refeições sofisticadas pode se surpreender. Na prática, alimentos comuns como arroz, macarrão, batata, legumes, frutas e proteínas magras são os verdadeiros protagonistas do cardápio dos atletas.
A diferença está no planejamento. Segundo a nutricionista Jhenifer Quadros, professora de Nutrição do IBMR, a alimentação é cuidadosamente organizada para garantir energia durante a partida e uma recuperação eficiente depois do jogo.
O que os jogadores comem antes da partida?
A principal refeição costuma acontecer entre três e quatro horas antes do início do jogo. Nesse momento, os atletas recebem uma combinação equilibrada de carboidratos, proteínas magras e pequenas quantidades de gorduras saudáveis.
Um exemplo clássico inclui arroz branco, peito de frango grelhado, purê de batata e legumes cozidos.
“O carboidrato é a principal fonte de energia para um esporte de alta intensidade como o futebol e exerce papel fundamental na manutenção do desempenho durante a partida”, explica Jhenifer.
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Em períodos de maior demanda física, os carboidratos podem representar entre 60% e 70% da ingestão energética diária dos jogadores.
E minutos antes de entrar em campo?
Nos momentos que antecedem a partida, a estratégia nutricional muda. Dependendo das necessidades de cada atleta, podem ser utilizados isotônicos, frutas de rápida digestão e até géis de carboidrato para complementar a oferta de energia e reforçar a hidratação.
Segundo a especialista, esse também não é o momento para experimentar alimentos novos. “O dia da partida não é o momento para testar alimentos, suplementos ou bebidas novas. Tudo já foi previamente avaliado para evitar desconfortos gastrointestinais e garantir o melhor desempenho possível”, afirma.
O que os atletas comem depois do jogo?
Quando o árbitro encerra a partida, começa uma das etapas mais importantes da preparação esportiva: a recuperação.
Os nutricionistas trabalham com a estratégia conhecida como os “3 Rs”:
Reidratar.
Reabastecer.
Reparar.
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A prioridade passa a ser a reposição de líquidos, carboidratos e proteínas para acelerar a recuperação muscular e preparar o organismo para os próximos treinos e jogos.
Pizza e sorvete podem aparecer no cardápio?
Por mais curioso que pareça, sim. Segundo a nutricionista, após um desgaste físico intenso, alguns alimentos considerados mais indulgentes podem fazer parte do planejamento nutricional.
Pizza, sanduíches, açaí e até sorvete podem aparecer em determinados momentos. A diferença é que tudo acontece dentro de uma estratégia cuidadosamente calculada para atender às necessidades energéticas do atleta.
O que podemos aprender com os jogadores?
Embora a rotina alimentar de um atleta profissional seja muito diferente da maioria das pessoas, alguns hábitos podem ser adaptados ao dia a dia.
Manter uma alimentação equilibrada, beber água regularmente, respeitar os horários das refeições e evitar estratégias nutricionais sem orientação profissional são atitudes que fazem diferença para qualquer pessoa.
“Mais do que copiar a quantidade de comida consumida por um jogador, vale reproduzir a disciplina, o planejamento e a constância. Esses fatores fazem diferença tanto para atletas quanto para quem busca mais saúde e qualidade de vida”, conclui.



