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Brasil

Arquivos da Justiça guarda muitas histórias envolvendo o futebol

Ultima atualização: 27 de junho de 2026 11:52
Por: Redação
Publicado: 27 de junho de 2026
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Arquivos da Justiça guarda muitas histórias envolvendo o futebol
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Entre os destaques está o processo sobre o furto da Taça Jules Rimet, entregue em definitivo ao Brasil após os títulos mundiais de 1958, 1962 e 1970. O troféu foi furtado em dezembro de 1983, da sede da CBF, no centro do Rio e uma das curiosidades envolvendo o processo da Taça foi justamente a localização dentro do acervo.

Memória das Copas

“Trata-se de um dos processos mais icônicos do nosso acervo, tanto pela relevância histórica quanto jurídica”, afirma a chefe de serviço Marileia Salazar. Segundo ela, as ações contribuíram para fortalecer a proteção ao direito de imagem dos atletas e influenciaram a evolução da legislação esportiva brasileira, consolidada anos depois pela Lei Pelé (Lei nº9.615/1998) “Isso é história. Esses processos ajudaram a garantir aos jogadores o direito sobre a própria imagem.”

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O acervo também guarda o processo movido por Zico contra Romário, em 1999, após declarações e caricaturas consideradas ofensivas exibidas pelo ex-atacante em seu estabelecimento comercial. A ação por danos morais foi julgada procedente em favor de Zico e gerou outros desdobramentos judiciais, como explica a historiadora e auxiliar de documentação do Diged, Tainara Weber.

“Como torcedora do Internacional e amante do futebol, é muito gratificante trabalhar com registros que ajudam a dar visibilidade e preservar a memória das copas e de seus protagonistas. Eles mostram como os arquivos contribuem para compreender a relação entre o esporte e a sociedade brasileira e uma forma de aproximar o público de sua própria história e da Justiça.”

Entre os casos de maior repercussão está ainda o processo relacionado ao sequestro do pai de Romário, ocorrido em 1994, às vésperas do tetracampeonato mundial. A comoção nacional provocada pelo episódio mobilizou forças de segurança e ganhou ampla cobertura da imprensa. “Esses documentos retratam a nossa história. É isso que torna esse acervo tão importante e interessante”, esclarece Gilberto.

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Nos autos judiciais estão registradas informações que ajudam a compreender os personagens, as transformações nas carreiras dos atletas e os contextos históricos do futebol e das copas em cada época.

O sequestro de Edevair de Souza Faria, pai do jogador Romário, ocorreu em 2 de maio de 1994, na Vila da Penha, zona norte do Rio. Os criminosos exigiram um resgate de US$ 7 milhões. A vítima foi libertada ilesa pela polícia após seis dias de cativeiro, sem que nenhum valor fosse pago.

O desfecho do caso teve bastidores tensos que quase mudaram o rumo da seleção brasileira às vésperas da Copa do Mundo dos Estados Unidos.

Três homens armados abordaram Seu Edevair enquanto ele saía do seu estabelecimento comercial, o bar “Garota do Quitungo”.

Na época, Romário jogava no FC Barcelona e era o principal jogador do Brasil. Ao saber do sequestro, ele ameaçou publicamente abandonar a seleção e não disputar o mundial caso seu pai não fosse solto, afirmando que a prioridade era sua família.

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O caso ganhou comoção nacional. Além do forte aparato policial, a busca mobilizou até líderes do tráfico de drogas do Rio, que se empenharam em localizar a vítima por serem fãs do craque.

O cativeiro foi descoberto em uma casa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A polícia invadiu o local, prendeu os vigias e resgatou o pai do jogador com vida e sem pagamento de resgate.

Com a soltura de Seu Edevair, Romário viajou para os Estados Unidos e foi um dos principais atletas no tetracampeonato mundial da seleção brasileira.

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Fonte: Agência Brasil

TAG:arquivosfutebolhistóriasJustiça
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