“Claro que me inspiro em outros atletas, mas principalmente no Claudio. Quero honrar o nome da minha família. É uma coisa muito boa para mim” disse Sofia.
Da base regional aos títulos nacionais
Os primeiros passos nas competições foram dados por Sofia na Liga Vale, na região do Vale do Paraíba, interior paulista, seguidos por disputas no Campeonato Paulista, quando ela ainda representava São José dos Campos. O salto ocorreu a partir de 2018, quando passou a treinar em Jacareí, também no Vale do Paraíba. Foi nesse período em que a mesa-tenista começou a se destacar nacionalmente, acumulando convocações para seletivas e treinamentos da seleção de base.
- 📱 Favorite o Giro 61 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
- ✅ Clique aqui para seguir o canal do Giro 61 no WhatsApp
Em Jacareí, Sofia conquistou diversos títulos nacionais e foi condecorada como a melhor atleta do ano em sua categoria por cerca de três anos. Em 2021, aos 14 anos, venceu a seletiva nacional Sub-15, garantindo vaga para o Campeonato Pan-Americano da categoria.
A experiência internacional foi marcada pelas restrições da pandemia de covid-19. Sem a realização prévia do Campeonato Sul-Americano, cancelado na época, as atletas enfrentaram um protocolo rígido de testes. Devido ao diagnóstico positivo de sua parceira, Sofia foi impedida de disputar a categoria de duplas, mas avalia a oportunidade de estar entre as melhores como um aprendizado fundamental.
Em 2023, a atleta mudou-se para o Rio Grande do Sul para treinar na Sogipa, buscando o alto rendimento e mais oportunidades no cenário internacional. A decisão foi motivada pela oportunidade de trabalhar com o técnico Jorge Fanck, profissional com grande experiência internacional e que também atuava como técnico da seleção feminina adulta. Atualmente, ela está entre as atletas cotadas para futuras convocações da confederação nacional, cujo sistema de seleção varia a cada campeonato.
Rotina de atleta esonho olímpico
“Normalmente eu faço um treino físico de uma hora pela manhã. O treino técnico, na mesa, dura entre quatro e cinco horas por dia, principalmente no período da tarde, das 16h às 19h30. Frequentemente eu acabo me estendendo até as 20h30 ou 21h30. Como eu já treino desde criança, essa rotina é natural para mim, não é um sacrifício tão grande”, contou.
Sofia tem o sonho de disputar as Olimpíadas, embora não acredite que seja possível ir para Los Angeles, em 2028. Mesmo reconhecendo a dificuldade do processo seletivo, que classifica apenas quatro atletas por edição, ela enxerga o objetivo como palpável para as próximas edições.
Além das conquistas pessoais, Sofia quer inspirar novas gerações e contribuir para a popularização do esporte.
“Quero continuar fazendo o tênis de mesa brasileiro crescer e mostrar que o esporte pode contribuir muito para a vida de qualquer pessoa, seja ela um atleta profissional ou não”, concluiu.
“Ela fez uma grande mudança na vida dela, arriscou bastante se mudando para o Rio Grande do Sul para trabalhar na Sogipa, trabalhar comigo. Já são quase quatro anos e ela teve muita coragem, porque mudou o ambiente, mudou parceiros de treino e mudou muito a metodologia de trabalho”, avaliou o técnico.
Segundo ele, o jogo de Sofia foi praticamente reconstruído, e o resultado já começou a aparecer. O objetivo agora é conseguir espaço na seleção adulta e convocações para campeonatos maiores.
Fonte: Agência Brasil



