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Distrito Federal

Rouquidão persistente e feridas na boca podem ser sinais de câncer de cabeça e pescoço

Ultima atualização: 23 de julho de 2026 18:34
Por: Redação
Publicado: 23 de julho de 2026
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“Achei que seria apenas uma inflamação na garganta, mas saí do consultório com um diagnóstico que nunca tinha ouvido falar na vida: carcinoma”, relembra Jeziel Almeida. O paciente passou por uma laringectomia, cirurgia para a remoção parcial ou total da laringe, e reforça a importância de procurar atendimento médico diante dos primeiros sinais de alteração na saúde.

Participantes da campanha Julho Verde, dedicada à conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, visitam paciente em hospital | Fotos: Divulgação

“Em estágios avançados, as cirurgias podem ser mutilantes e provocar mudanças profundas na qualidade de vida. Além da perda ou da dificuldade para falar, os pacientes podem enfrentar problemas para respirar e se alimentar, sem contar os impactos emocionais”

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Katia Regina Marchetti, oncologista do Hospital de Base do DF

A iniciativa reforça a importância de reconhecer precocemente os sintomas. Segundo especialistas, o câncer de laringe pode apresentar até 80% de chance de cura quando diagnosticado nos estágios iniciais. Oncologista do HBDF, Katia Regina Marchetti explica que sinais como feridas na boca que demoram a cicatrizar, rouquidão persistente, dificuldade para engolir, sangramentos nasais e caroços no pescoço precisam ser investigados.

“Em estágios avançados, as cirurgias podem ser mutilantes e provocar mudanças profundas na qualidade de vida. Além da perda ou da dificuldade para falar, os pacientes podem enfrentar problemas para respirar e se alimentar, sem contar os impactos emocionais”, observa Katia.

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A médica ressalta que o tabagismo e o consumo excessivo de álcool estão entre os principais fatores de risco para a doença, embora ela possa acometer pessoas de diferentes idades e gêneros. Alguns tipos de câncer de cabeça e pescoço também estão relacionados à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), o que torna a vacinação uma importante medida de prevenção.

Acolhimento e troca de experiências

A programação foi dividida em dois momentos. O primeiro teve como foco o acolhimento de pacientes laringectomizados, promovendo a troca de experiências entre aqueles que já passaram pelo procedimento e se adaptaram à nova realidade e os que ainda estão em tratamento.

A fonoaudióloga Ana Gabriela Nobre explica que a proposta é fortalecer uma rede de apoio entre os pacientes, já que o isolamento e a solidão podem fazer parte desse processo. “Perder a voz é um baque muito forte. Tendo essa experiência em primeira mão, os pacientes antigos são as melhores pessoas para entender o que eles estão passando e oferecer apoio”, comenta.

Entre as medidas para evitar os cânceres de cabeça e pescoço estão medidas preventivas como a vacinação contra o HPV e visitas regulares ao dentista para avaliar a saúde bucal e identificar possíveis alterações

Uma nova forma de se comunicar

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Hoje, Jeziel participa ativamente de grupos de apoio a pessoas laringectomizadas, compartilha sua experiência e incentiva outras pessoas a procurar ajuda médica diante dos primeiros sintomas. “Sempre busque uma opinião profissional. O ‘chá da vovó’ não funciona. Cada dia perdido é um dia a mais de avanço do câncer. Não perca tempo”, alerta.

Quando procurar atendimento

De acordo com a oncologista Katia Regina Marchetti, não existe um exame específico para o rastreamento dos cânceres de cabeça e pescoço. Por isso, consultas regulares ao dentista são importantes para avaliar a saúde bucal e identificar possíveis alterações.

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Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, manter a vacinação contra o HPV atualizada e procurar atendimento diante de sintomas persistentes também são medidas importantes de prevenção e cuidado. “O nosso corpo não deve apresentar sintomas persistentes e sem explicação. Se algo não melhora com o tempo, procure atendimento médico”, recomenda Katia.

Fonte: Agência Brasília

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