O influenciador e candidato a deputado federal pelo Novo no Distrito Federal, Wilker Leão, relatou os bastidores da prisão ocorrida após uma ação no Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB) e anunciou que pretende votar em Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial.
As declarações foram dadas em entrevista exclusiva aos jornalistas Paulo Cappelli e Lucas Gayoso, do Correio da Manhã, publicada nesta quarta-feira (30).
Leão foi preso em flagrante no domingo (27), após pintar de branco partes de uma parede do Instituto de Artes. Segundo o candidato, a iniciativa integrava um ato de campanha que ele classificou como uma tentativa de “revitalizar” o espaço e apagar pichações e manifestações que considerava de caráter político ou ofensivo.
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De acordo com informações divulgadas após a ocorrência, a suspeita que levou à prisão foi de dano ao patrimônio público. Após audiência de custódia, Leão foi colocado em liberdade sem pagamento da fiança inicialmente cogitada no caso.
Wilker relata condições da prisão
Durante a entrevista, o candidato afirmou que permaneceu detido por aproximadamente 25 horas e meia. O videomaker que acompanhava e registrava a ação também foi preso.
Wilker questionou o enquadramento do profissional como coautor do suposto dano ao patrimônio, afirmando que ele teria sido contratado exclusivamente para realizar as filmagens e não teria participado da pintura.
O candidato também descreveu as condições da cela onde permaneceu. Segundo seu relato, havia problemas de higiene, incluindo presença de baratas e condições precárias nos colchões e cobertores.
As declarações sobre as condições da carceragem correspondem ao relato de Wilker durante a entrevista e não foram verificadas de forma independente pelo Giro61.
Ação na UnB gera reação da universidade
A versão apresentada por Wilker é contestada pela Universidade de Brasília.
Em nota, o Instituto de Artes da UnB afirmou que o candidato e apoiadores compareceram ao prédio para apagar grafites e pichações e informou que a segurança da universidade interveio antes da chegada das forças policiais.
A direção do instituto também afirmou que quatro estudantes teriam ficado feridos após confrontos envolvendo integrantes do grupo que acompanhava o candidato. A universidade classificou a ação como depredação do patrimônio e pediu providências para impedir novos episódios semelhantes.
Wilker, por sua vez, sustenta que pretendia recuperar as paredes e retirar manifestações que, em sua avaliação, representavam conteúdo político e ideológico.
Wilker anuncia voto em Flávio Bolsonaro
Outro ponto da entrevista foi a disputa pela Presidência da República.
Apesar de ser candidato pelo Novo, partido ligado à candidatura presidencial de Romeu Zema, Wilker anunciou que seu voto no primeiro turno será destinado a Flávio Bolsonaro.
Segundo ele, sua decisão está relacionada à estratégia de união das forças políticas de direita em torno de uma candidatura presidencial.
Wilker afirmou ter uma avaliação positiva de Zema, mas disse considerar necessário concentrar apoio em Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Trata-se da primeira vez, segundo o Correio da Manhã, que o candidato declara publicamente essa escolha eleitoral.
A declaração ocorre durante a campanha eleitoral de 2026 e evidencia uma divergência entre a escolha pessoal de Wilker para a Presidência e a candidatura apresentada por seu próprio partido.
Com informações de Paulo Cappelli o Correio da Manhã.

