Estudo de impacto do empreendimento Reserva do Lago é apresentado em Planaltina

Apresentado relatório de impacto de vizinhança do Reserva do Lago

Moradores e autoridades debateram nesta terça-feira (3) o projeto urbanístico voltado para a região administrativa de Planaltina, durante uma sessão de debates híbrida realizada pela administração ambiental do Distrito Federal. O encontro teve como foco principal a divulgação oficial do Relatório de Impacto de Vizinhança do Reserva do Lago, iniciativa planejada para a poligonal urbana da localidade.

Espaço de diálogo com a comunidade

A reunião ocorreu fisicamente na sede da Associação Comercial e Industrial de Planaltina-DF (Ascip-DF) e contou com transmissão ao vivo na internet para abranger o público que não compareceu ao local. O dirigente máximo do órgão ambiental destacou a importância da participação popular nessas etapas de planejamento.

“Esses encontros permitem que a população conheça detalhadamente os projetos em fase de licenciamento ambiental, acessem documentos técnicos e, principalmente, se manifestem, contribuam com o processo do licenciamento; são momentos de diálogo e escuta da comunidade”, reforçou o presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes.

Diagnóstico geológico e ambiental da região

O documento técnico foi detalhado por Marcelo Pedrosa Pinelli, profissional responsável pela elaboração do material. O projeto do parcelamento de solo ocupa uma extensão territorial de 25,9 hectares inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio São Bartolomeu, abrangendo áreas específicas de ocupação especial de interesse ambiental e zonas de qualificação.

Durante a explanação, foram abordados dados sobre a geologia local, ausência de afloramentos rochosos, tipos de solo predominantes como os latossolos vermelho e vermelho-amarelo, além de relevos variando entre suave-ondulado e ondulado com baixa suscetibilidade a processos erosivos. A vegetação nativa identificada compreende trechos de cerradão, mata de galeria inundável e zonas brejosas.

Diretrizes para a fauna e medidas mitigadoras

No tocante aos animais silvestres da região, o consultor técnico esclareceu que o projeto foi dispensado de investigações zoológicas específicas devido à ausência de registros de espécies ameaçadas de extinção na poligonal.

“A dispensa do estudo de fauna não exime da obrigatoriedade de seguir as diretrizes do Protocolo de Fauna para Supressão de Vegetação Nativa”, lembrou o consultor.

Para contrabalançar os impactos gerados pela execução das obras, o relatório aponta um conjunto de medidas preventivas. Entre as exigências estão a restrição na circulação de veículos de grande porte e maquinário pesado nas vias externas, aplicação de água com caminhões-pipa e aspersores para controle de poeira, fiscalização rigorosa dos níveis sonoros e preservação das condições de saúde dos operários.

O planejamento também determina a gestão adequada de resíduos sólidos gerados durante a terraplanagem, com foco em etapas de coleta, separação, transporte e descarte final, além da instalação de estruturas de retenção voltadas ao sistema de escoamento das águas pluviais.

Os interessados que perderam a transmissão ao vivo ou não compareceram à sede da associação comercial ainda podem conferir o conteúdo completo da apresentação por meio do acervo digital do órgão ambiental no YouTube.

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