Sobreviventes de um acidente vascular cerebral (AVC) frequentemente enfrentam sequelas como rigidez muscular e dores decorrentes da fraqueza corporal. Para além do suporte inicial em emergências, a Secretaria de Saúde (SES-DF) assegura acompanhamento de longo prazo por meio da rede pública.
Reabilitação nas unidades básicas
Nas unidades básicas de saúde (UBSs), os pacientes têm acesso a orientações posturais, terapias integrativas e atividades coletivas. Essas iniciativas visam aliviar as dores e resgatar o bem-estar dos cidadãos.
“O exercício físico orientado é essencial para estimular o cérebro a criar novos caminhos e conexões neuronais, compensando áreas lesionadas”, explica o neurologista João Tatsch, da SES-DF. “Além de reabilitar os movimentos, a atividade física combate a fadiga e a depressão pós-AVC e é fundamental para controlar a pressão arterial, evitando que um novo acidente aconteça”, complementa.
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A gravidade do problema
O quadro clínico manifesta-se de maneira repentina quando os vasos sanguíneos encarregados de oxigenar o cérebro sofrem bloqueios ou rompimentos, paralisando a região afetada pela falta de circulação. Trata-se de uma das principais motivações de óbitos, internações hospitalares e sequelas incapacitantes no planeta.
Em 29 de outubro, autoridades sanitárias globais promovem ações para alertar a sociedade sobre os sinais de alerta e a urgência de um atendimento imediato. A cada minuto de oclusão arterial, estima-se que 1,9 milhão de neurônios sejam perdidos.
O papel do Samu
Com o propósito de agilizar o socorro e vencer a disputa contra o tempo, a SES-DF implementou em maio de 2025 a iniciativa chamada AVC no Quadrado. Diante de qualquer indício do problema, a orientação primordial é acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo telefone 192.
“Não leve o paciente por conta própria para uma UBS ou para um hospital qualquer. O Samu faz a regulação médica e já transporta a pessoa direto para a unidade de emergência certa, com tomografia computadorizada e equipe de neurologia preparada”, reforça o neurologista.

