Com 91 anos, Erundina é a deputada estadual mais velha eleita em 2026

Com 91 anos, Erundina é a deputada estadual mais velha eleita em 2026

Luiza Erundina (Psol) tornou-se a deputada estadual mais velha a ser eleita em todo o país no pleito de 2026. Aos 91 anos, ela ocupará uma das 94 cadeiras da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

A ex-prefeita de São Paulo ficou na 13ª posição, com 169.567 votos, para iniciar mandato em 2027. No estado, superou o deputado Eduardo Suplicy (PT), de 85 anos, até então o mais velho da Alesp.

Desde então, percorreu trajetória política no Congresso Nacional, tornando-se deputada federal por sete mandatos, quando:

  1. integrou frentes parlamentares na Câmara dos Deputados que contribuíram para a aprovação de importantes fundos, como o Fundo Nacional de Habitação Popular.
  2. participouda elaboração de propostas voltadas à garantia dos direitos das mulheres, incluindo projeto de combate à discriminação contra gestantes em processos seletivos para bolsas acadêmicas.
  3. aprovoua Lei das Brinquedotecas (Lei nº 11.104/2005), considerada uma de suas principais conquistas legislativas por seu impacto social.
  4. tornouobrigatória a instalação de brinquedotecas em unidades de saúde com atendimento pediátrico em regime de internação hospitalar.
  5. garantiuàs gestantes atendidas pelo SUS o direito ao conhecimento prévio e à vinculação à maternidade onde receberão assistência ao parto, por meio da Lei nº 11.634/2007.
  6. instituiu o Dia Nacional do Forró (Lei nº 11.176/2005), comemorado em 13 de dezembro, em homenagem ao nascimento de Luiz Gonzaga e à valorização da cultura nordestina.
  7. declarouo arquiteto Oscar Niemeyer patrono da Arquitetura Brasileira, por meio da Lei nº 11.117/2005.

Experiência

“Primeiro porque ajuda a quebrar a ideia do etarismo, de que as pessoas envelhecem e desaparecem. O envelhecimento pode marcar uma presença com maior sabedoria, experiência e tolerância.”

Pautas

  • transporte e tarifa zero: mobilidade como direito, passe livre e transporte público de qualidade para quem depende dele todos os dias;
  • direito das mulheres, crianças e adolescentes: enfrentamento à violência e políticas de proteção para quem mais precisa de amparo do Estado;
  • ‎democratização da comunicação: informação como bem público, contra o monopólio e a favor de uma comunicação plural e livre;
  • ‎participação popular e controle social: O povo decidindo os rumos da cidade e do estado, com transparência e participação de verdade;
  • ‎memória, verdade, justiça e direitos humanos: em defesa da democracia e contra todo retrocesso;
  • ‎justiça social e políticas públicas universais: saúde, educação e assistência para todas e todos, sem deixar ninguém para trás.