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Distrito Federal

Como manter o peso após suspender o uso de caneta emagrecedora

Ultima atualização: 28 de julho de 2026 12:25
Por: Redação
Publicado: 28 de julho de 2026
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As canetas emagrecedoras podem auxiliar no controle da fome, aumentar a saciedade e favorecer a perda de peso durante o tratamento da obesidade. Após a suspensão da medicação, porém, esses efeitos tendem a diminuir, e o retorno do apetite pode favorecer a retomada do peso. Especialistas alertam que a interrupção do tratamento deve ser planejada e acompanhada por profissionais de saúde para reduzir esse risco.

Segundo a endocrinologista Tatiana Wanderley, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), a obesidade é uma doença crônica que envolve alterações nos mecanismos responsáveis pela regulação da fome e da saciedade. Por isso, o organismo de quem convive com a doença pode reagir de forma mais intensa à retirada da medicação.

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“Esses pacientes costumam sentir mais fome e menos saciedade. Quando a medicação é retirada, existe uma tendência importante ao reganho de peso, principalmente se não foram fortalecidas outras estratégias, como a mudança do estilo de vida, a relação com a comida e o cuidado com a saúde emocional”, explica.

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O objetivo do acompanhamento após o uso das canetas é minimizar a ocorrência de pequenas oscilações de peso e evitar que o paciente retorne ao peso anterior | Foto: Divulgação

Mudança começa durante o tratamento

A preparação para manter o peso não deve começar apenas quando a medicação é suspensa. A nutricionista Giovanna Menezes, do Hospital de Base, destaca que o período de tratamento deve ser aproveitado para construir hábitos que permaneçam mesmo após a redução dos efeitos do medicamento.

“O medicamento deve ser encarado como um facilitador da mudança de comportamento, criando uma oportunidade para estabelecer hábitos alimentares saudáveis, uma rotina de exercícios e estratégias para lidar com a fome, a ansiedade e as situações do dia a dia”, orienta.

Quanto mais consolidados estiverem esses hábitos, maiores serão as chances de manter os resultados. Entre as principais medidas estão organizar os horários das refeições, evitar longos períodos de jejum, reconhecer os sinais de fome e saciedade e priorizar alimentos in natura ou minimamente processados.

Retirada deve ser individualizada

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“É importante adaptar a alimentação ao retorno gradual do apetite sem recorrer a excessos. O planejamento das refeições e a constância fazem muita diferença na manutenção do peso”

Giovanna Menezes, nutricionista do Hospital de Base

“A tendência é que o tratamento seja mantido por longo prazo, por se tratar de uma doença crônica. Quando houver a decisão de suspender, é importante avaliar junto com o paciente e, de maneira geral, fazer a retirada aos poucos”, esclarece.

Efeito sanfona altera a composição corporal

A alternância entre perder e recuperar peso também pode comprometer a composição corporal. Tatiana explica que, durante o emagrecimento, é possível perder gordura e massa muscular. Já no reganho, quando não há alimentação adequada e treinamento de força, a tendência é recuperar principalmente gordura.

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“Ficar emagrecendo e engordando repetidamente pode alterar a constituição metabólica do organismo. A pessoa perde músculos e recupera mais gordura, o que prejudica o metabolismo e aumenta a resistência à insulina e a predisposição a problemas cardiovasculares”, alerta.

A médica ressalta que pequenas oscilações são esperadas após a suspensão da medicação. O objetivo do acompanhamento é minimizar esse reganho e evitar que o paciente retorne ao peso anterior.

Alimentação ajuda no controle da fome

Durante a transição, a alimentação deve permanecer equilibrada e adaptada às necessidades individuais. Proteínas, fibras e alimentos menos processados ajudam a prolongar a saciedade e controlar a ingestão de calorias.

As proteínas também contribuem para preservar a massa muscular, enquanto as fibras retardam o esvaziamento gástrico e auxiliam no controle da glicemia. Frutas, verduras, legumes, feijões e cereais integrais estão entre os alimentos que podem fazer parte da rotina.

“É importante adaptar a alimentação ao retorno gradual do apetite sem recorrer a excessos. O planejamento das refeições e a constância fazem muita diferença na manutenção do peso”, destaca Giovanna.

Dietas muito restritivas após pequenas alterações na balança devem ser evitadas. Segundo a nutricionista, essas estratégias podem aumentar a fome, dificultar a adesão ao tratamento e favorecer episódios de compulsão alimentar.

Cuidado vai além da alimentação

A prática regular de atividade física, especialmente exercícios de força, ajuda a preservar a massa muscular e o gasto energético. Sono de qualidade, hidratação adequada, controle do estresse e acompanhamento da saúde emocional também contribuem para manter os resultados.

Segundo Giovanna, o peso deve ser acompanhado sem obsessão, e pequenas oscilações não podem ser encaradas como um fracasso.

“O foco deve estar na consistência dos hábitos, e não na busca por resultados perfeitos. O objetivo é construir um estilo de vida que permita manter a saúde e o peso de forma sustentável a longo prazo”, observa.

Quem utiliza canetas emagrecedoras não deve reduzir a dose nem interromper o tratamento por conta própria. A orientação é procurar o profissional responsável pelo acompanhamento. Em caso de dúvidas ou necessidade de avaliação, a unidade básica de saúde (UBS) é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Agência Brasília

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