“Quando implantamos o Cretea, já estruturamos uma programação de crescimento. A proposta é ampliar o serviço”
Governadora Celina Leão
Hoje, o Cretea é o primeiro centro do Distrito Federal voltado exclusivamente a esse público e funciona como projeto-piloto. A iniciativa já tem previsão de expansão, com planos de ampliar a rede e fortalecer esse tipo de atendimento. “Quando implantamos o Cretea, já estruturamos uma programação de crescimento. A proposta é ampliar o serviço”, destaca a governadora Celina Leão.
O acompanhamento é feito por uma equipe multiprofissional, formada por psiquiatras infantis, pediatras, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e assistentes sociais. “A gente busca suprir o que ainda não está disponível e que faz diferença no cuidado. Muitas crianças apresentam sensibilidade sensorial elevada, o que dificulta a avaliação da saúde bucal. Por isso, identificamos essa necessidade e já estamos viabilizando o atendimento odontológico, que deve começar ainda neste mês”, explica a gerente do Cretea, Viviane Felipe.
“Mesmo com poucos meses de atendimento, já percebemos resultados expressivos nas famílias que aderem ao tratamento”
Viviane Felipe, gerente do Cretea
O espaço também conta com uma cozinha terapêutica, equipada e conduzida por nutricionista especializada em autismo, onde as crianças participam do preparo de alimentos e interagem com a família. “Mesmo com poucos meses de atendimento, já percebemos resultados expressivos nas famílias que aderem ao tratamento”, destaca Viviane.
“Quando o paciente participa regularmente das terapias, que são semanais, já é possível observar evolução nos primeiros meses”
Yasmin Faro, psiquiatra infantil
A mãe ressalta que a filha apresentou avanços significativos no desenvolvimento após o início do acompanhamento. “O que mais percebi de mudança foi na alimentação. A Manu aprendeu a comer e a experimentar novos alimentos. Na fonoaudiologia, o avanço foi muito grande. Antes, ela quase não se comunicava. Hoje, já desenvolveu a fala. É como se tivesse florescido”, conta. “Esse desenvolvimento é algo que me emociona. Ver minha filha evoluindo com o atendimento da rede pública, pelo SUS, é muito gratificante”, emociona-se Gabriela.
Como ter acesso ao serviço
O acesso ao serviço ocorre por meio do processo de regulação da Secretaria de Saúde, conforme o perfil de atendimento e a classificação de risco de cada paciente. Os usuários são encaminhados a partir das filas já existentes do Centro de Reabilitação (CER) e do Centro Especializado em Saúde Mental (Cesm), antiga fila do Centro de Orientação Médico Psicopedagógica (Compp).
Estratégias de atendimento
Segundo Viviane Felipe, o período inicial de atendimento é de cerca de seis meses, prazo definido a partir de estudos que indicam ser possível alcançar metas específicas nesse intervalo. Após esse período, a criança é reavaliada. “Se atingir os objetivos, retorna para a UBS. Caso esteja próxima de alcançar as metas, o acompanhamento pode ser prorrogado”, explica.

