Dólar volta a R$ 5,49 em dia de instabilidade global

Dólar volta a aproximar-se de R$ 5,49 em dia de instabilidade global

O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de tensão nesta quinta-feira (5), com o dólar volta a R$ 5,49 em um cenário de forte aversão ao risco. O movimento foi impulsionado pela desvalorização acentuada nas bolsas dos Estados Unidos, onde empresas de tecnologia e inteligência artificial sofreram perdas significativas, contagiando o humor dos investidores ao redor do globo.

Impactos da instabilidade externa

A pressão vinda de Wall Street foi o principal motor da cautela. O índice DXY, que compara a moeda norte-americana a uma cesta de divisas, subiu 0,09%, atingindo 101,560 pontos. Com a fuga de capitais de ativos de risco, investidores buscaram proteção na moeda estadunidense, resultando em uma alta de 0,67% no câmbio comercial, que encerrou cotado a R$ 5,488.

Em território americano, a correção foi severa, afetando especialmente o setor de semicondutores e datacenters. O Nasdaq recuou 5,52%, enquanto o S&P 500 caiu 4,36% e o Dow Jones teve baixa de 3,44%, invertendo o otimismo observado na sessão anterior após as eleições de meio de mandato.

Cenário doméstico e a política fiscal

No Brasil, o Ibovespa acompanhou a tendência negativa, fechando o pregão em baixa de 0,82%, aos 166.191,45 pontos. O volume financeiro atingiu R$ 31,16 bilhões. Além do ambiente externo, o mercado digeriu a decisão do Banco Central que, ao interromper o ciclo de cortes, causou surpresa ao manter a taxa Selic em 13,75% ao ano.

A agenda econômica do governo também ocupou o centro das atenções. Após reuniões com o presidente Lula e sua equipe econômica para discutir os rumos fiscais, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pretende aprofundar a análise de medidas econômicas, sem anunciar ações específicas.

Durigan reforçou o foco na responsabilidade fiscal ao declarar: “houve convergência entre os participantes sobre o diagnóstico econômico”. O ministro ainda complementou: “o governo pretende aprofundar a análise de medidas econômicas, sem anunciar ações específicas”.

Indicadores e atividade econômica

A cautela dos investidores foi reforçada por dados da indústria nacional, que registrou uma retração de 0,8% em setembro na comparação com agosto, e uma queda de 2,5% no acumulado anual. O resultado corporativo e a incerteza quanto aos próximos passos da política econômica brasileira seguem como fatores de volatilidade para os próximos dias, mantendo o mercado em estado de alerta.

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