Durigan defende que Brasil deve ampliar relações comerciais

Durigan defende que Brasil deve ampliar relações comerciais

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17)a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países.

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil comconfiança.”Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

  • Amcham defende que adoção de reciprocidade contra os EUA seja evitada.
  • Lula diz que só acatará indicação de embaixador dos EUA após eleições.
  • Governo ouvirá empresários para decidir se aplicará lei contra EUA.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada emnegociações enão de dependênciade um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil]vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, ogoverno federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base naLei da Reciprocidade Econômica.

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que podeamedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a”milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para odesenvolvimento do país.

Fonte: Agência Brasil