O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta quinta-feira (29) a devolução da relatoria das investigações sobre os descontos ilegais nos benefícios do INSS ao ministro André Mendonça.
Contexto da decisão sobre o INSS Em sua resolução, Fachin avaliou que cessaram os fundamentos que justificavam manter a apuração concentrada na presidência da mais alta corte do país.
Histórico dos processos e conflitos Em setembro, o caso havia sido tirado das mãos de Mendonça no contexto de um embate de liminares provocado por um pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O magistrado aparece mencionado em mensagens apreendidas pela Polícia Federal (PF) no aparelho telefônico do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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Desdobramentos do caso Master Paralelamente, Fachin determinou que os inquéritos associados ao Banco Master permaneçam sob sua alçada provisória pelo período de 90 dias, contados retroativamente a partir de 12 de setembro.
Segundo a avaliação do chefe do STF, o processo ainda não reúne condições para ser encaminhado à livre distribuição entre os demais integrantes do tribunal devido ao fato de conter referências a magistrados da corte.
Assim como ocorreu com o tema previdenciário, os autos referentes ao Banco Master também haviam sido retirados da relatoria de Mendonça durante o ápice da turbulência institucional interna no Supremo.
Próximos passos judiciais A medida adotada por Fachin precisará passar pelo crivo do plenário da corte, embora a data para a realização do julgamento ainda não tenha sido fixada oficialmente.
Enquanto a apuração envolvendo o Banco Master estiver concentrada na presidência do tribunal, caberá a Fachin a análise de eventuais demandas urgentes protocoladas pela Polícia Federal ou pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a exemplo de solicitações de soltura ou mandados para diligências.

