O Governo do Distrito Federal implementou medidas essenciais de mobilidade e acessibilidade para atender congressistas e atletas durante o Summit CBCP 2026, realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). A ação conjunta envolveu a Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) e a Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD), reforçando o compromisso com a inclusão em encontros de grande porte.
Logística de transporte e translado
Para garantir a locomoção adequada dos participantes ao longo da programação, a TCB disponibilizou cinco veículos adaptados pertencentes ao programa DF Acessível. As vans realizaram o translado entre o Aeroporto Internacional de Brasília e o local do evento nos momentos de chegada e retorno das delegações, somando cerca de 90 passageiros atendidos. Cada veículo possui capacidade para nove pessoas, contando com duas baias exclusivas para cadeiras de rodas e sete assentos para acompanhantes ou demais usuários.
A diretora-presidente da TCB, Maria Cecília Martins Lafetá, pontuou a relevância social da iniciativa para a autonomia dos cidadãos. “O transporte acessível é um instrumento de inclusão, autonomia e garantia de direitos. O GDF, por meio da TCB, tem dedicado especial atenção à mobilidade das pessoas com deficiência, porque entendemos que o respeito às diferenças precisa se traduzir em ações concretas”, opinou. Ela complementou ressaltando o impacto da medida: “Apoiar um evento dessa relevância também significa contribuir para a visibilidade do esporte paralímpico e de seus atletas, cuja representatividade fortalece a autoestima, rompe preconceitos e inspira toda a sociedade. A inclusão se constrói quando todas as pessoas têm condições reais de ocupar os espaços que lhes pertencem”.
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Acessibilidade comunicacional com Libras
No âmbito da comunicação, a SEPD assegurou a presença de dois intérpretes de língua brasileira de sinais (Libras) na solenidade de abertura do encontro. A medida teve como objetivo proporcionar acesso integral aos conteúdos transmitidos aos presentes desde o início das atividades.
O diretor de Comunicação Acessível da SEPD, Alexandre Ferreira de Castro, enfatizou a prioridade que o tema exige. “A acessibilidade precisa chegar primeiro, para garantir que as pessoas com deficiência tenham condições de participar de todos os espaços e atividades, seja em eventos públicos ou particulares. A presença dos intérpretes de Libras é fundamental para assegurar o acesso à informação, a comunicação e a participação em igualdade de condições. No esporte, assim como em qualquer outra área, a inclusão também passa pela garantia de oportunidades e pelo respeito ao direito de cada pessoa de participar”, ressaltou.
A intérprete Raquel do Carmo, que atuou na abertura do evento paralímpico, compartilhou sua perspectiva sobre a função exercida. “Foi uma experiência muito gratificante e especial. Amo fazer parte dessa ponte de comunicação que aproxima pessoas surdas e garante a participação plena. A tradução e a interpretação permitem que a informação chegue de maneira clara e acessível, respeitando a língua e a identidade da comunidade surda. Nosso papel é mais do que só traduzir, é proporcionar autonomia, independência, participação efetiva e equidade, para que as pessoas surdas possam compreender, opinar e ocupar todos os espaços com igualdade de condições”, explicou. A profissional também frisou: “A acessibilidade precisa estar presente desde o primeiro momento, porque inclusão não deve ser uma preocupação posterior, precisa fazer parte do planejamento. Isso garante a comunicação desde a abertura e assegura que as pessoas surdas tenham mais autonomia, pertencimento e igualdade de oportunidades para participar de discussões e temas tão importantes”.
Debates e foco do Summit CBCP 2026
Promovido pelo Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP), o Summit reuniu dirigentes, gestores, técnicos e atletas para debater a gestão das entidades, a formação esportiva, a aplicação da ciência no paradesporto e a ampliação do acesso à prática esportiva no Brasil. A programação estruturou-se em dois eixos principais: governança administrativa e sustentabilidade das instituições, além de desenvolvimento esportivo, ciência aplicada, qualificação técnica e ampliação de oportunidades para atletas com deficiência.

