Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
Giro 61
  • Início
  • Cidades
  • Gastronomia
  • Política
  • Turismo
Aa
Aa
Giro 61
  • Início
  • Cidades
  • Gastronomia
  • Política
  • Turismo
  • Início
  • Cidades
  • Gastronomia
  • Política
  • Turismo
Siga-nos
  • Início
  • Cidades
  • Gastronomia
  • Política
  • Turismo
Brasil

Juros para famílias sobem para 60,1% ao ano em 2025

Ultima atualização: 29 de janeiro de 2026 16:50
Por: Redação Publicado: 29 de janeiro de 2026
COMPARTILHAR
BC recebe documentos de pedido de compra do Banco Master pelo BRB
COMPARTILHAR

Os juros médios para as famílias subiram 7 pontos percentuais (pp) em 2025, atingindo 60,1% ao ano em dezembro, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas nesta quinta-feira (29), pelo Banco Central (BC). O destaque é para maior participação da carteira de cartão de crédito rotativo, cujas operações operam com juros mais elevados que a média do segmento.

Ainda que com recuo de 13,6 pp no ano, a taxa média do rotativo chegou a 438% ao ano.

Mesmo com a limitação de cobrança dos juros do rotativo ─ em vigor desde janeiro de 2024 ─ os juros seguem variando. Isso porque a medida visa reduzir o endividamento, mas não afeta a taxa de juros pactuada no momento da contratação do crédito.

- Publicidade -

O crédito rotativo dura 30 dias e é tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito, pagando a parcela mínima, por exemplo. Ou seja, contrai um empréstimo e começa a pagar juros sobre o valor que não conseguiu quitar.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida do cartão de crédito, com a modalidade do cartão parcelado. Nesse caso, o aumento dos juros também foi significativo em 2025, de 17,9 pp, indo para 189% ao ano.

Outro destaque foi o avanço de 13,4 pp nas contratações de crédito pessoal não consignado, que subiram para 116,8% ao ano.

No caso das operações com empresas, a taxa média situou-se em 25% ao ano no fim de 2025, acréscimo de 3,3 pp no ano. O destaque são os incrementos de 30,6 pp em capital de giro com prazo até a 365 dias, indo para 50,3% ao ano, e de 24,7 pp em cheque especial, chegando a 355,7% ao ano.

Essas são as taxas no crédito livre, ou seja, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado ─ com regras definidas pelo governo ─ é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

No caso do crédito direcionado, a taxa para pessoas físicas ficou em 11,2% ao ano e no fim de 2025, aumento de 1 pp no ano. Para empresas, a taxa ficou estável no ano, em 12,2% ao ano.

Juros em alta

Com isso, considerando recursos livres e direcionados, para famílias e empresas, a taxa média de juros das concessões de crédito chegou a dezembro de 2025 com incremento de 3,9 pp, atingindo 32,4% ao ano.

Como esperado, a alta dos juros bancários acompanha o ciclo de elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação.

Ao aumentar a taxa, o BC visa esfriar a demanda e conter a inflação, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, fazendo com que as pessoas consumam menos, e com que os preços subam menos. A taxa básica de juros está no maior nível desde julho de 2006, registrada em 15,25% ao ano.

O spread bancário das taxas de juros situou-se em 21,4 pp, acréscimo de 3,9 pp em 2025, após diminuição de 1,9 pp em 2024. Ele mede a diferença entre o custo de captação dos recursos pelos bancos e as taxas médias cobradas dos clientes. O spread é uma margem que cobre custos operacionais, riscos de inadimplência, impostos e outros gastos e resulta, assim, no lucro dos bancos.

Desaceleração no saldo

Em 2025, as concessões de crédito chegaram a R$ 786,4 bilhões, com aumento de 9,1% no ano, apresentando desaceleração na comparação com 2024, quando avançaram 15,5%.

Com isso, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em R$ 7,122 trilhões, um crescimento de 10,2% em 2025, com desaceleração ante 2024, quando avançou 11,5%. O arrefecimento na expansão do crédito em 2025 ocorreu tanto no segmento de pessoas jurídicas (8,1%, em 2025, ante 9,9% em 2024), quanto no destinado às pessoas físicas (11,6% ante 12,6% nos mesmos períodos comparativos).

As carteiras de crédito para pessoas jurídicas e famílias, respectivamente, fecharam 2024 com saldos de R$ 2,699 trilhões e R$ 4,423 trilhões, na mesma ordem.

O crédito ampliado ao setor não financeiro ─ que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos, independentemente da fonte (bancário, mercado de títulos ou dívida externa) ─ alcançou R$ 20,790 trilhões, com aumento de 11,4% no mês, refletindo avanços de 19,1% nos títulos públicos de dívida e de 10% nos empréstimos do SFN.

Endividamento das famílias

Segundo o Banco Central, a inadimplência ─ atrasos acima de 90 dias ─ foi 4,1% em dezembro, com elevação de 1,1 pp comparativamente ao final de 2024.  No segmento empresarial, o percentual de inadimplência situou-se em 2,5%, após alta de 0,5 pp no ano. No crédito às famílias, a inadimplência aumentou 1,5 pp no ano, atingindo 5%.

O endividamento das famílias ─ relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses ─ ficou em 49,8% em novembro, aumento de 0,5 pp no mês e 1,5 pp em 12 meses. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, o endividamento ficou em 31,3% no penúltimo mês do ano.

Já o comprometimento da renda ─ relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período ─ ficou em 29,3% em novembro, com estabilidade na passagem do mês e aumento de 2,2 pp em 12 meses.

Os dois últimos indicadores – endividamento e comprometimento de renda – são apresentados com uma defasagem maior do mês de divulgação, pois o Banco Central usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Fonte: Agência Brasil

COMPARTILHAR
Facebook Twitter Whatsapp Whatsapp Copiar Link Imprimir
COMPARTILHAR
Notícia Anterior Custo da CNH pode cair até 80% com projeto em estudo nos Transportes Dino nega pedido para suspender a renovação automática da CNH
Próxima Notícia Malafaia pede rejeição de denúncia sobre ofensa ao comando do Exército Malafaia pede rejeição de denúncia sobre ofensa ao comando do Exército
Deixe sua opnião Deixe sua opnião

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Giro 61
Siga-nos

© 2018 - 2025 Giro 61, Todos os direitos reservados. Criação DEVUX

  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
Bem vindo de volta!

Faça login em sua conta

Perdeu sua senha?