>> Eleição vai até as 17h. Saiba mais
Por volta das 9h40, o aposentado Ernesto Ferreira Pires (foto) já contava uma hora e meia de espera. Embora tenha votado rápido em sua seção, esperava a mulher, Mirian.
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“Viemos cedo para acompanhar minha filha, que não mora no bairro, mas continua votando aqui. Ela também votou rápido, o processo de votação em si está sendo rápido. Mas, pelo visto, será assim o dia inteiro”, ponderou.
Durante a entrevista, Miriam chegou e agradeceu a paciência. “Valeu a espera, pela democracia e pela soberania.”
“Esta seção é assim em todos os anos, com muita fila e dificuldades. Tem de redistribuir um pouco o pessoal. Na última eleição, foram três horas de fila, e é a única na qual a fila preferencial não funciona na prática”, se queixou Marco, com a filha de 4 anos no colo.
Também na fila da seção 440, Ismael Almeida aguardava resoluto. Para o consultor da área de desenvolvimento humano, a espera era um mal menor.
“O ponto principal, para mim, foi tentar eleger jovens, independentemente de grupo ou lado político. Meu pai trabalhou na política há muito tempo, na área pública, então, eu nasci meio que inserido nessa área. Gosto muito de política e acho que as pessoas têm que se interessar”, refletiu o jovem.
“Não vou desanimar aqui, não. Votarei e depois ainda venho, durante a tarde, trazer meu pai”, disse.
Ele conta que, ao se informar sobre seus candidatos, se surpreendeu positivamente.
“Desconhecia alguns projetos que apresentaram durante estes últimos anos e gostei bastante do que vi”, contou. “Cada um tem suas razões e motivos para não votar ou para escolher, mas não é difícil, hoje, você parar, conhecer as propostas e avaliar os candidatos”, completou.

